terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013 05:06h Paulo Reis

Pais reclamam da estrutura do CMEI do bairro Candelária

No ano passado o Centro Municipal de Educação Infantil Maria José Fernandes foi municipalizado

O ano letivo começou oficialmente no início de fevereiro, porém a presença de todos os alunos bem como um melhor ritmo escolar só acontece agora depois do carnaval. A maioria das escolas nesse período está em fase de adaptação para melhor estruturar o espaço físico das entidades para acomodar os alunos.
Na última semana uma família procurou a nossa reportagem para relatar sobre a situação vivida pelos alunos do CMEI Maria José Fernandes no bairro Candelária.
Segundo a família, até o ano passado os alunos tinham uma ampla estrutura de acomodação, no entanto este ano além de um espaço menor as crianças estão ficando numa casa que não oferece uma estrutura ideal.
Além do mato alto o espaço destinado a recreação foi vendido e no local será construído outro imóvel. Quanto a isso a secretária de Educação, Eliana Cançado esclarece que até 2012 o CMEI era de propriedade particular, no mesmo ano ele foi municipalizado.
De um ano para outro é feito o reajuste do valor de aluguel do imóvel. Na transição de 2012 para 2013 o preço exigido pelo proprietário do imóvel era superior ao que poderia ser pago pela prefeitura. Diante deste empecilho a Secretaria Municipal de Educação precisou alugar uma nova casa e ainda fazer uma parceria para abrigar parte dos alunos na Escola Estadual Vicente Mateus. Para receber os alunos a prefeitura ainda realizou uma adaptação num dos espaços cedidos para que fossem criadas salas para estes alunos.
Outra reclamação dos pais é quanto ao mato alto na porta da escola.  Segundo um dos pais fica difícil buscar os filhos e até mesmo perigoso por causa de animais peçonhentos.
Eliana em reposta a nossa reportagem afirmou que já existem projetos de melhorias para o CMEI, e que um dos grandes problemas enfrentados é a falta de imóvel no bairro para estruturar o Centro como este deve ser. Já foram visitados cerca de 9  imóveis, porém nenhum até então oferecia condições necessárias para instalação de uma escola, como por exemplo, alguma que tenha mais de um banheiro. Eliana ainda lembra que até mesmo moradores e pais do bairro já encaminharam sugestões de locais para serem alugados, porém estes não se encaixam as necessidades de um ambiente escolar.   
Os pais ainda apontaram determinada preocupação quanto à mistura de alunos adolescentes junto aos menores. Quanto a este aspecto Eliana aponta que existem funcionários que acompanham os alunos menores ao banheiro e que até mesmo o intervalo é feito separadamente.
O espaço cedido pela Escola Vicente Mateus segundo a secretaria de educação tem sido muito positivo para a realidade das crianças e para atender as necessidades educacionais dos mesmos. A secretaria esclarece que para oferecer uma boa condição administrativa já encaminhou uma vice-diretora para o CMEI, mesmo este não tendo demanda para tal e ainda uma serviçal para dar suporte às crianças.
Infelizmente já houve casos em que a prefeitura alugou uma casa e três meses depois o proprietário decidiu vender o imóvel a mantê-lo alugado, ressalta a secretaria. Eliana reforça ainda que a Secretaria tem consciência da situação vivida pelos alunos do CMEI.
Na última semana uma casa foi encontrada e já está sendo avaliada, para que se aprovada de acordo com as normas exigidas, esta seja adaptada e assim abrigue os alunos do atual CMEI Maria José Fernandes.
Eliana salienta que se aprovada a nova casa abrigará apenas os alunos que estão nesta outra casa menor, ou seja, as crianças que estão na Escola Estadual Vicente Mateus permanecerão na atual.
De acordo com Eliana este problema não está distante de ser resolvido já que o próximo CMEI a ser construído é o do bairro Candelária. Atualmente no município há seis CMEI’s prontos e um em construção.
A secretaria de educação salienta que o terreno onde será construído o novo CMEI, já está de posse da prefeitura. O próximo passo é enviar toda documentação ao MEC – Ministério da Cultura, assim que este liberar o processo de recebimento da papelada.
Eliana afirma que a expectativa é de que dentro de dois anos, o bairro receba um CMEI a altura para abrigar a demanda de toda aquela região. Neste período será necessária compreensão e paciência já que o bairro não oferece imóveis próprios para a realidade da comunidade, finaliza. 

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