terça-feira, 11 de Março de 2014 04:41h Atualizado em 11 de Março de 2014 às 04:46h. Pollyanna Martins

Pátio de carros superlotado em Oliveira

O que tinha tudo para ser um negócio bem sucedido, hoje traz dor de cabeça para o empresário Luiz Fernando Castro.

O pátio de carros fundado há mais de trinta anos em Oliveira começou bem. Recebia os carros apreendidos pela Polícia Militar, e aguardava que o dono retirasse ou fosse feito um leilão, para que novos carros fossem colocados no lugar. Porém, os anos passaram e nada disto aconteceu. O resultado hoje é um pátio de carros superlotado, e sem previsão para esvaziar.
O empresário procurou nossa reportagem, e relatou o drama que vive. Com mais de 90% do pátio ocupado, Luiz Fernando parou de atender, e há dois anos não recebe nenhum carro. “Hoje tem aproximadamente 300 motos e 300 carros velhos parados. Eu estou responsável por algo que não é meu, tem o problema com animais peçonhentos, e com a dengue também. Direto eu tenho que jogar veneno aqui, o risco de contaminação é muito grande”, reclama. Segundo o empresário, há cerca de um ano e meio que ele vem lutando para esvaziar o pátio, e assim poder voltar as suas atividades.
De acordo com o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro, os veículos apreendidos ou removidos e não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de 90 dias, serão levados a leilão. “Entra delegado e sai delegado, e a minha situação não muda. O novo delegado me pediu um prazo, para transferir os carros para um pátio da polícia. Quero que as autoridades tomem alguma providência, um leilão ou esta transferência, para um pátio que seja cadastrado pelo DETRAN”. Nossa reportagem procurou a Polícia Civil em Oliveira, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.

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