quarta-feira, 10 de Junho de 2015 11:19h Atualizado em 10 de Junho de 2015 às 11:24h. Jotha Lee

Pedido de aumento dos servidores municipais será discutido hoje

Sintram ignora recomendação de redução de despesas na Prefeitura e vai brigar pelo reajuste

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e região Centro-Oeste (Sintram), Luciana Santos, reúne-se hoje com os integrantes do Conselho de Acompanhamento Administrativo e Financeiro (Caaf) da Prefeitura, ocasião em que vai iniciar as discussões do aumento de 7% para os servidores municipais, decidido em assembleia da categoria. Na semana passada, ela se encontrou com o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), porém a proposta não entrou na discussão. “O prefeito disse que a questão primeiro precisa ser discutida com a equipe técnica”, explicou Luciana Santos.
De acordo com a presidente do Sintram, a reivindicação será mantida, mesmo diante da determinação do Caaf para que seja feito um corte drástico nas despesas, começando pela folha de pagamento. “Tomei conhecimento da decisão do Caaf pela reportagem da Gazeta do Oeste sobre as medidas de economia a serem adotadas, mas a reivindicação está mantida, pois foi decidida em assembleia e temos que esgotar todas as possibilidades de negociação”, afirmou.
Conforme reportagem exclusiva publicada na edição de sábado do Jornal Gazeta do Oeste, para que a Prefeitura consiga reequilibrar as contas, terão que ser feitos ajustes e cortes drásticos em despesas. Entre outras medidas, o prefeito terá que acabar com 20% dos cargos comissionados, reduzir o consumo de combustível em até 60%, suspender diárias de viagens e reduzir contratações temporárias para as Secretarias Municipais de Saúde e Educação.
“Entendemos que o corte de 20% nos cargos comissionados é um começo, mas não resolve o problema. Mas isso não impedirá ao sindicato de continuar reivindicando o aumento nos salários dos servidores”, garantiu Luciana.
SEM REAJUSTE
Uma fonte informou ontem à Gazeta do Oeste que o Caaf vai dizer ao Sintram que não há nenhuma possibilidade de ser concedido um reajuste de 7% agora, pois o impacto na folha de pagamento seria insuportável para as contas públicas. A reportagem solicitou uma entrevista com o presidente do Conselho, o secretário municipal de Fazenda, Antônio Castelo, que até ontem ainda não havia sido agendada, o que inviabilizou a confirmação da informação sobre a provável negativa para o pedido de aumento salarial dos servidores municipais. A fonte garantiu que o próprio prefeito já acenou sobre a impossibilidade de conceder o reajuste.
Conforme mostrou a reportagem da edição de sábado, o conselho determina a redução em até 100% de todos os convênios onerosos para o município e as secretarias deverão adotar providências para redução das despesas relacionadas a custeio. As despesas com investimentos somente poderão ser realizadas mediante a autorização do prefeito.  O Conselho determina, ainda, a revisão das tarifas e preços públicos que, comprovadamente, encontrem-se deficitários e manda arrochar as ações judiciais para o recebimento da dívida ativa.

 

Crédito: Jotha Lee

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