sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015 09:07h Atualizado em 20 de Fevereiro de 2015 às 09:13h. Lorena Silva

Pescados movimentam comércio no período da quaresma

Na próxima semana, Prefeitura dá início à fiscalização de locais que vendem o produto

A quaresma começou e com ela também teve início a movimentação nas vendas de pescados. Com as prateleiras abastecidas com os mais variados tipos de peixes, especialmente o bacalhau, os estabelecimentos já esperam um aumento considerável de vendas nesse período. Em paralelo, na próxima semana a Prefeitura inicia a fiscalização dos locais que comercializam esses produtos.
O sócio-proprietário de um supermercado do bairro Santa Clara, José Libério de Souza, relata que no período que engloba toda a quaresma a venda dos diversos peixes e bacalhau cresce muito em toda a região. “Porque o nosso consumidor não tem o hábito de consumir peixes, tanto de água doce quanto de água salgada. Ele consome muito a carne de aves e a carne suína e bovina. Então esse tipo de produto o consumidor mais do interior do estado de Minas não tem o hábito de consumir frequentemente.”
Segundo José Libério, devido a esse aumento de consumo o supermercado investe mais nos pescados, fazendo exposições melhores dos produtos e negociando um volume maior com os fornecedores. “Muita gente às vezes até acha que na Páscoa o preço sobe. Na verdade isso não acontece nessa proporção. A variação que houve foi praticamente de inflação, 5% ou 6%, que é uma coisa normal de mercado”, garante.

 

PRODUTOS
De acordo com o supermercadista, para atrair a clientela o estabelecimento busca oferecer variados tipos de peixes, mas foca principalmente nos congelados, como o filé de piramutaba, surubim e o filé de panga. “Agora, o carro-chefe mesmo é o piramutaba e também o bacalhau. Nós estamos focando muito no bacalhau desfiado, porque ele já vem em lascas e não tem espinho. A pessoa pode consumir tranquilamente que é um produto bem selecionado”, conta.
Segundo José Libério, a venda de peixes deve aumentar em mais de 60% nesse período. Outro produto que deve movimentar o estabelecimento são os ovos, que também são bastante procurados nessa época. “Ovos vendem assustadoramente na Páscoa. E existe uma variação de preço muito grande, porque nessa época do ano a produção de ovos diminui. Há uns 15 dias, o preço dos ovos estava R$ 1,99 a dúzia. Hoje está R$ 3,39.”

 

FISCALIZAÇÃO
Na próxima semana, a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) vai iniciar a fiscalização nos estabelecimentos que comercializam peixes e bacalhau. Segundo a gerente de Vigilância Sanitária, Andréia Delarett, dois fiscais devem percorrer todos os locais que vendem esses produtos para vistoriar as condições estruturais e de armazenamento dos itens.
“O que mais vende agora nesse período é o bacalhau, que não fica sob refrigeração, mas não pode também ficar em ambiente quente, porque ele perde. Os outros ficam em refrigeração, geralmente congelados, que é o que a gente mais encontra no mercado hoje. Então são em supermercados e peixarias que a gente intensifica agora essa fiscalização para manter esse controle”, esclarece Andréia.
De acordo com o fiscal Igor Libério, 99% dos peixes comercializados em Divinópolis são congelados, o que é levado em consideração durante a análise. “A gente não encontra muito peixe fresco aqui. Então a gente se baseia na estrutura de como ele consegue manter esse peixe refrigerado, que seria em ilhas, balcões frigoríficos, manter essa temperatura de -18ºC. A gente olha também a questão do peixe em si. Mesmo estando congelado, ele tem que ter uma aparência adequada para o consumo.”

 

LOCAIS ADEQUADOS
Segundo Andréia, o foco principal da fiscalização é o armazenamento desse produto, desde a sua área de depósito até a área de vendas. Caso o produto não esteja em perfeita condição para consumo, ele é apreendido e inutilizado. Caso haja alguma irregularidade, mas o produto não esteja impróprio para o consumo, o estabelecimento é orientado em relação ao que ele precisa melhorar. “Como a gente fez várias orientações no ano passado, eu acredito que este ano a gente possa encontrar menos irregularidades”, pondera.
De acordo com a gerente, o local onde será adquirido o produto é uma das primeiras a que o consumidor deve estar atento. A venda por ambulantes é proibida em praticamente todos os casos, já que o vendedor fica impossibilitado de manter o peixe nas condições exigidas pela Vigilância Sanitária. “O produto, para ser vendido na rua, ele tem que ter uma licença. A maioria dos ambulantes não têm autorização para vender porque fica precária demais a situação. Vender peixe na rua é algo muito exposto ao sol, à intempérie”, finaliza.

 

 

Crédito: Lorena Silva

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