quinta-feira, 11 de Agosto de 2016 15:45h Atualizado em 11 de Agosto de 2016 às 15:48h. Mariana Gonçalves

Pesquisa aponta ligeira retração no valor da cesta básica

Pelo menos por enquanto, o bolso do divinopolitano ainda vai continuar arrochado no quesito alimentação.

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

De acordo com dados do Núcleo de Pesquisas Econômicas (NUPEC), da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis (FACED), em julho, o valor da cesta básica registrou uma retração de 4,51% em relação ao mês de junho. Com isto, o novo custo da cesta retraiu-se para R$ 354,19, entretanto, o valor ainda é o segundo maior de toda a série histórica, iniciada em 2006.

Em doze meses, o custo da cesta elevou-se de forma expressiva, 25,4%, variando de R$282,41 para os atuais R$ 354,19. A queda do valor da cesta básica foi influenciada basicamente pelos seguintes produtos: batata -33,74%, feijão -9,01% e tomate -6,25%.

O preço da batata foi beneficiado pelo fim da safra em algumas regiões e pela a alta qualidade obtida pelo tubérculo no mês de julho. O preço médio do quilo da batata observado em Divinópolis foi de R$ 4,00 contra R$ 6,00 em junho. No entanto, os preços ainda continuam em níveis elevados, uma vez que, em julho de 2015, o preço médio do quilo encontrado era de R$ 3,68.

 

FEIJÃO

 

Após registrar recordes de aumentos em todas as regiões do país em junho, devido ao clima que afetou a qualidade do grão e limitou a oferta, o feijão demonstrou um movimento de queda do preço em julho. Em Divinópolis, o preço médio do quilo do alimento caiu R$ 1,04, variando de R$ 10,74 em junho para R$ 9,70. Tal queda nos preços se deve ao início da colheita da produção irrigada do feijão carioquinha.

Mesmo sendo afetado pela forte instabilidade climática, que tem afetado diretamente a qualidade do tomate e restringindo na oferta, o preço registrou queda de preços em várias regiões do país em julho. Este fato pode ser atribuído à retração por parte da demanda no mercado interno. O preço médio do quilo registrado em julho foi de R$ 3,53 perante o valor de R$ 3,76 de junho.

 

FORA DE CASA
 

 

O aumento no preço dos alimentos tem refletido nos bolsos principalmente das pessoas que almoçam fora de casa. Os restaurantes acompanham toda a movimentação do mercado alimentício. É só subir um produto que logo esse valor é repassado na balança,

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação fora de casa ficou 20,72% mais cara nos últimos 12 meses.
A pesquisa aponta que a tradicional cervejinha que os brasileiros adoram foi o produto que teve um aumento considerável nesses últimos meses.

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