sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 04:24h Paulo Reis

Pesquisa aponta Minas Gerais como o terceiro maior estado produtor têxtil do país

Um estudo feito pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) com base no período de 2007 a 2011 foi apresentado a cidades que se destacam na produção têxtil. O objetivo do estudo foi dimensionar e descrever as características e tendências deste setor.

 


Conforme o levantamento, Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional de têxteis e confeccionados, ficando atrás somente de São Paulo e Santa Catarina. São cinco mil indústrias que geram 179 mil empregos. Juntas elas produzem anualmente cerca de 1,2 bilhão de peças, o equivalente a 12% do total produzido no país em 2011.

 


A produção de toda cadeia de indústrias do Estado girou em torno de R$ 14 bilhões, com participação de 10% sobre o valor da produção nacional em 2011.

 


Cerca de 10,4 mil toneladas foram exportadas pelo setor no Estado, equivalentes a 3,5% do total da produção mineira de têxteis. Esse volume corresponde a apenas 1% do total exportado pelo país de têxteis em 2011 e 2,7% dos valores.

 


Entre 2007 e 2011 houve um crescimento de 17,6% no número de indústrias no Brasil e em Minas Gerais foi de 9,4%. No Estado estão localizadas 14,1% das indústrias da cadeia têxtil nacional; 23,5% das indústrias de manufaturas têxteis e 12,4% das indústrias de confecção.

 


Os sete principais pólos confeccionistas, Divinópolis, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Muriaé, Monte Sião e Uberlândia produzem peças de cama, mesa e banho e vestuário, e respondem por 84,6% das empresas, 70,9% do pessoal ocupado e 69,9% da produção. O maior polo é o de Divinópolis responsável por 21,4% da produção de confeccionados do Estado, se for considerado apenas o vestuário esta participação sobe para 24,9%.

 


Segundo o estudo o polo confeccionista de Divinópolis teve melhor resultado em relação à criação de empregos do que os polos confeccionistas de Juiz de Fora , Muriaé, Formiga e Belo Horizonte no período de setembro a outubro de 2012.

 


Como consequência foi significativo o aumento no número de empregos na indústria têxtil de vestuário do município no mês de setembro, em que houve a criação de 13 postos de trabalho se comparado ao mesmo mês do ano de 2011.

 


Levando –se em consideração o salário médio e o saldo de empregos no setor de vestuário de Divinópolis no mês de setembro de 2012, o maior salário médio pago nesse setor foi para o cargo de Gerente Comercial (salário médio de R$ 3.088,33) e ainda que o maior saldo de empregos foi para o cargo de Arrematadeira, saldo de 18 admissões só no mês de setembro de 2012.

 


Considerando as ocupações com maiores saldos na criação de empregos no setor de vestuário de Divinópolis janeiro a setembro de 2012, verifica-se que o maior saldo de empregos foi também para o cargo de Arrematadeira, saldo de 72 admissões no período de janeiro a setembro de 2012.

 

Aviamentos e Maquinário

 

A maior variação de preços entre os aviamentos foi na Agulha Caseadeira que teve variação de 59,56% no preço entre os estabelecimentos pesquisados. A evolução dos preços médios de tecidos utilizados pelas indústrias de confecção da cidade nos meses de setembro e outubro.
É importante ressaltar que pesquisou-se com uma frequência quinzenal em 4 lojas de varejo, encontrando-se os valores mínimos e máximos, os preços médios e a variação
percentual dos preços. Entre os tecidos/malhas, a maior variação nos preços encontrada foi de 33,52% no quilo da malha mista.

 


Foi verificada também a evolução dos preços médios de maquinário utilizados pelas indústrias de confecção da cidade Divinópolis nos meses de setembro e outubro. Neste quesito observou-se que a maior variação de preço foi com o Interlock, cujo valor variou entre 41,18% nos estabelecimentos pesquisados.

 


Os números apontam uma Divinópolis de destaque ante o cenário têxtil do Estado. A preocupação com o designer e o agregar de valores as produções são pontos determinantes para o sucesso dessa projeção, como lembra o Presidente do Sinvesd - Sindicato do Vestuário de Divinópolis, Antônio Rodrigues Filho.

 


A velocidade na fabricação de modelos e o acompanhar das tendências são pontos que não devem ser deixados de lado, bem como os investimentos no Fast Fashion.

 


As expectativas para 2013 continuam positivas segundo o presidente do Sinvesd. O sindicato tem trabalhado cada vez mais aspectos a questão da cultura e inteligência comercial, quesitos indispensáveis para atrair novos clientes e manter os que já existem em Divinópolis. Em contrapartida é necessário se ter apoios institucionais, especialmente por parte do poder público municipal, isso é fundamental, finaliza.


 

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