quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015 09:25h Pollyanna Martins

Pesquisa do Dieese aponta aumento da cesta básica em 17 capitais do Brasil

Apenas Manaus registrou queda de 0,89%

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou na última sexta-feira uma pesquisa que aponta o aumento da cesta básica em todo Brasil. Segundo o estudo, as maiores altas registradas foram em Salvador (11,71%), Aracaju (7,79%), Goiânia (7,48%) e Brasília (7,26%). Apenas Manaus registrou uma queda de 0,89%. Já em Belo Horizonte a cesta básica subiu 6,81%, ou seja, passou de R$ 316,06 para R$ 337,57.
De acordo com o departamento, a cesta básica é composta por carne, leite, feijão arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. Destes alimentos, apenas o leite, a farinha, o café e a banana registraram queda na capital mineira. Os grandes vilões para o aumento da cesta foram a carne, o feijão, o pão francês, o tomate e a batata.
A carne bovina, produto de maior peso na composição da cesta básica, ficou mais cara em 16 das 18 capitais pesquisadas. A oferta restrita de carne devido aos altos custos de reposição elevou o preço, apesar da pressão dos frigoríficos.

 

ARROZ COM FEIJÃO
Fazer o básico arroz com feijão ficou mais caro no início deste ano. O estudo mostrou que o feijão carioquinha (pesquisado no Norte, Nordeste, em Campo Grande, Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte) apresentou elevações em todas as cidades. Preços baixos, no momento do plantio, desestimularam os produtores, que reduziram a área plantada. Além disso, o clima – estiagem ou excesso de chuva nas regiões produtoras – também explica a alta no valor do grão. O pacote de feijão, que em agosto custava aproximadamente R$ 2,09, hoje custa por volta de R$ 3,55.
A batata, que chegou a custar R$ 1,20 o quilo em outubro do ano passado e hoje custa em média R$ 3,50 o quilo, continuou a apresentar taxas elevadas também em janeiro. A hortaliça subiu 41,46% em Belo Horizonte. O pão francês encareceu em 14 capitais em janeiro. As variações oscilaram entre 0,12% em Curitiba e 2,06% em Campo Grande. A baixa qualidade do trigo colhido na última safra e a comercialização lenta do grão foram os responsáveis pela elevação do preço do trigo, um dos insumos do pão.

VILÃO
Considerados por muitos o grande vilão da cesta básica, o tomate registrou aumento devido ao calor e à seca. A fruta mostrou aumento em doze cidades, com destaque para as taxas de Belo Horizonte (39,93%) e Salvador (30,32%). Em outubro, o quilo do tomate custou cerca de R$ 2,41, e está com preço atualmente por volta de R$ 3.

 

CESTA X SALÁRIO MINÍMO
Com o aumento nominal no valor do salário mínimo de 8,84% a partir de janeiro, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou realizar uma jornada de trabalho de 90 horas e 1 minuto. Em janeiro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.118,62, ou seja, 3,96 vezes mais do que o mínimo de R$ 788, que entrou em vigor em 1º de janeiro.
Esse valor é calculado com base na determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

 

DIVINÓPOLIS
O Núcleo de Pesquisas da Faced (Nupec) informou que irá divulgar a pesquisa sobre o valor da cesta básica em Divinópolis, referente ao mês de janeiro, após o feriado do carnaval.

 

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