quarta-feira, 8 de Agosto de 2012 14:11h Mariana Gonçalves

Petrobras fecha 2° trimestre com balanço negativo

A Petrobras  divulgou os resultados de balanço do 2° trimestre de 2012, e em 13 anos, esse foi o primeiro prejuízo registrado pela empresa.

 


De acordo com informações divulgadas no portal da petrolífera, o prejuízo foi de  R$ 1,346 bilhões neste segundo trimestre. O balanço negativo foi o inverso do mesmo período do ano passado, no qual a empresa fechava com lucro  de R$ 10,943 bilhões. A última perda registrada havia sido registrada no primeiro trimestre de 1999, com o fechamento negativo de  R$ 1,5 bilhão.

 


Entre alguns fatores relacionados a esse prejuízo, o câmbio é apontado como o principal ingrediente para  este resultado negativo. A Petrobras importa gasolina e outros insumos pelos preços internacionais e conforme informações divulgadas em um jornal estadual, a empresa repassa a venda de combustíveis no Brasil por valores inferiores aos importados. Outro fator apontado é o aumento do dólar, implicando no aumento de custo da empresa.

 


Devido às paradas para manutenção nas plataformas, houve uma queda na produção do petróleo.  A  alta de importações com os  gastos de poços secos perfurados entre 2009 e 2012, também foram apontamentos descritos em nota divulgada pela petrolífera.

 


Conforme informações contidas no portal da empresa, a diretora Graça Foster se pronuncia através de uma carta enviada aos investidores. No comunicado Graça escreveu: "Estamos trabalhando para recuperar nossa rentabilidade. Desde que assumi a presidência da Petrobras, há cinco meses, venho reiterando nosso comprometimento com a paridade internacional de preços (dos combustíveis)".

 


Ainda conforme a carta, Graça Foster afirmou ter extrema confiança de que a empresa alcançará resultados positivos nos próximos trimestres. Contornando outros problemas escondidos pelo país, como desvalorização do real, a queda na produção de petróleo e maiores custos na exploração. “Sabemos quais ações precisam ser feitas no curto, médio e longo prazo. Nossas reservas estão presentes, nossas descobertas têm sido constantes e nosso conhecimento é capaz de reverter o resultado negativo” finaliza a presidente da companhia.

 


O desempenho foi ruim nas principais áreas de atuação da petrolífera. No abastecimento, responsável pelas importações de combustível, o prejuízo subiu 71%, que representa R$ 2,2 bilhões do segundo trimestre de 2011.
Ate o fechamento desta edição, o responsável pelo Minaspetro em Minas Gerais, não foi encontrado para fornecer mais informações sobre o impacto desse resultado no comércio local de combustíveis. 

 

 

NOVO AUMENTO É COGITADO

 


A diretoria da Petrobras  tenta reverter o quadro de prejuízo, anunciado na semana passada. Porém, para que isso seja possível a empresa cogita a necessidade de novos reajustes.

 


De acordo com comunicado feito pela diretoria da empresa, através de uma emissora de televisão,  a defasagem de preços da gasolina e do diesel vendidos no Brasil levaram a Petrobras a registrar perdas de R$ 9,97 bilhões no segundo trimestre. Acima do que já havia perdido de janeiro a março, R$ 7,1 bilhões. Esse foi um dos principais fatores apontados para a companhia ter afundado no vermelho.

 


O controle dos preços dos combustíveis é uma das estratégias usadas pelo governo para controlar a inflação. No geral, se a gasolina sobe, a inflação acompanha. No último dia 25, a Petrobras aumentou os preços da gasolina em 7,8% e do diesel 3,9% nas refinarias. Conforme informações da Empresa Brasil de Comunicação, o  diretor-financeiro da Petrobras, diz que : “A distorção se deve à combinação de petróleo importado mais caro e preços de produtos refinados a um custo menor no mercado interno”,declara.
 

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