quarta-feira, 4 de Março de 2015 10:33h Atualizado em 4 de Março de 2015 às 10:38h. Lorena Silva

Planos de Contingência da Dengue e Febre Chikungunya são revistos em Divinópolis

Objetivo de encontro entre municípios foi organizar as ações de controle e prevenção das doenças

Representantes de 21 municípios da região Centro-Oeste estiveram presentes ontem na sede da Superintendência Regional de Saúde (SRS), em Divinópolis, com o objetivo de discutir e rever os Planos de Contingência da Dengue e da Febre Chikungunya. Os municípios que participaram do encontro são aqueles que desde o início deste ano apresentam algum risco de epidemia de Dengue ou servem como rotas para São Paulo.
Isso, porque até o mês passado foram registrados 563 casos de dengue no estado, 163% a mais do que no mesmo período do ano passado. “Estamos trabalhando com esses municípios por orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), porque temos municípios que têm muita proximidade com São Paulo. Além desses, estamos trabalhando com os prioritários, que já tiveram muitos casos neste ano, para que também revisem os planos de contingência e façam essa contenção”, explicou a superintendente regional de Saúde, Kênia Carvalho.
Dentre os municípios que já apresentaram um número expressivo de casos confirmados de Dengue neste ano estão: Dores do Indaiá, com 28 casos confirmados, Iguatama com 37 e Lagoa da Prata, com 19 casos. “O número de casos aqui na nossa região já começa a ficar expressivo em alguns municípios. O interessante é que são municípios diferentes dos que apresentaram casos no ano passado. Então, precisamos analisar se, de fato, eles estão estruturados e trabalhando para poder fazer a contenção nos casos de Dengue”, esclarece a superintendente.

 

AÇÕES CONSTANTES
De acordo com Kênia, as ações de combate à Dengue são constantes e trabalhadas em três eixos. O primeiro deles seria o eixo da vigilância em saúde, que inclui o controle dos vetores e a parte de visitas nas residências. O segundo é o eixo da mobilização social, no qual é trabalhado o envolvimento da população e da sociedade nas ações realizadas para se administrar questões relativas à doença.
Já o terceiro e o que, segundo Kênia, mais tem sido intensificado neste momento, é o eixo da assistência. “A ideia é que nós não tenhamos casos graves e que isso não ocorra. Mas se acontecer, precisamos saber o que fazer. [Saber] se a nossa rede está estruturada, se cada município conhece a sua referência, se cada município já está preparado para fazer o quantitativo de exames que ele vai precisar, por exemplo.”

 

SITUAÇÃO DO MUNICÍPIO
Apesar do Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) - realizado em Divinópolis em janeiro - ter apresentado um índice de infestação do Aedes aegypti de 3,8%, o que coloca o município em situação de médio risco, a superintendente explica que, neste ano, Divinópolis apresenta um número de casos notificados bem menor do que o mesmo período de 2014 e, por isso, não apresenta risco de epidemia.
“Divinópolis está numa situação, neste momento, ainda razoável, o que não significa que a gente possa diminuir as ações. As regiões de Formiga e de Bom Despacho, que têm alguns municípios em situação mais próxima [de apresentar epidemia]. São municípios como Bambuí e Iguatama, que também tiveram uma situação muito adversa de Dengue este ano”, finaliza Kênia.

 

Crédito: Lorena Silva

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