sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013 05:19h Simião Castro

Poliesportivo de Pedra do indaiá está interditado pelos bombeiros

Prefeitura diz que já fez projeto de readequação às normas de segurança duas vezes e aguarda aprovação da corporação.

Os moradores de Pedra do Indaiá estão incomodados com uma situação que se estende já há quase três meses. A interdição do ginásio poliesportivo da cidade pelo Corpo de Bombeiros.
De acordo com a corporação, após receber uma denúncia por meio do Disk Denúncia Unificado (DDU), uma guarnição de vistoria esteve no local e verificou que se tratava realmente de caso para interdição. No entanto, segundo os bombeiros, a quadra e os banheiros continuam liberados para uso durante o dia, desde que para fins esportivos sociais.
O vice-prefeito de Pedra do Indaiá, Mateus Santos, diz que a prefeitura não encontrou registros que comprovassem a regularidade da construção do ginásio com relação às normas da época em que foi erguido. De acordo com o Corpo de bombeiros, a interdição foi feita porque há iminente perigo aos usuários, devido à possibilidade de pânico no caso de um incêndio no local.
As irregularidades que constam no Boletim de Ocorrência da vistoria são a falta de iluminação de emergência, do Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico, de sinalização de emergência e de sistema de proteção por extintores de incêndio. Mateus explica que, após a denúncia e a vistoria dos bombeiros, a prefeitura consultou um engenheiro para projetar as alterações do prédio e a readequação do local. Entretanto, segundo ele, a corporação não aceitou o novo projeto e manteve a interdição.
Um morador de Pedra do Indaiá que pediu para não ser identificado reclama da demora para regularizar a situação. Ele diz que o ginásio é essencial para a cidade, que carece de espaços para a realização de eventos como formaturas, casamentos, confraternizações de empresas e, naturalmente, a prática esportiva.
A prefeitura se defende alegando que já submeteu novo projeto à análise do Corpo de Bombeiros. “Nós refizemos [o projeto, corrigindo] o que estava inadequado. Ontem [terça] eu conversei com o sargento e ele disse que estava em análise”, explica Mateus. Ele diz ainda que para regularizar completamente a situação do ginásio o município teria de desembolsar muito dinheiro, o que a prefeitura tem tentado evitar.
Segundo ele, muitas paredes precisariam ser quebradas para aberturas de saídas de emergências. Além disso, Mateus diz que o terreno em que o prédio foi construído é pequeno, o que dificulta mais ainda as obras.
Mas não há prazos para que, depois desta nova verificação, o ginásio seja reaberto completamente. Isto porque, de acordo com o vice-prefeito, o projeto ainda corre o risco de ser rejeitado. “Nós estamos esperando que o corpo de bombeiros nos dê um posicionamento mais rápido. Porém, esse posicionamento depende muito do projeto e dos processos lá da corporação.”

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.