terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015 10:19h Atualizado em 10 de Fevereiro de 2015 às 10:28h. Pollyanna Martins

Pontes de acesso a comunidades Tamboril e Lava-pés são interditadas

Está previsto para o dia de hoje mais uma vistoria da Defesa Civil nas proximidades das comunidades Tamboril e Lava-pés

Com as chuvas do final de semana, os principais acessos a essas duas comunidades foram seriamente comprometidos.
A ponte que liga a comunidade Tamboril a Ermida e, consequentemente a Divinópolis, foi parcialmente interditada. No local está sendo possível apenas o trânsito de pedestres e de veículos leves. Já a ponte da comunidade Lava-pés foi totalmente destruída e arrastada pela correnteza durante a enchente, sendo assim necessária a interdição por completo desse acesso.
No entanto, de acordo com o secretário municipal de Agronegócios, Paulo Marius, diferente da comunidade Tamboril, existem outras opções de acesso para a comunidade Lava-pés, que inclusive deverão ser usados já que o reparo da ponte irá demandar mais tempo por parte da Prefeitura devido à necessidade do uso de manilhas e outros equipamentos que precisam ser licitados.
Conforme a assessoria de comunicação da Prefeitura de Divinópolis, a Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) informou ao órgão que durante a madrugada de ontem choveu 78mm em Divinópolis. O rio Itapecerica subiu para 70 centímetros.

 

PREJUÍZO
Próximo à siderúrgica de Ermida, o rio transbordou e invadiu residências. O comerciante Geraldo Donizete de Brito, além de ter a casa tomada pela água, teve prejuízo nos dois veículos que estavam estacionados na garagem. “A água começou a entrar aqui era umas 5h30. [A água] subiu aproximadamente uns 60 centímetros. Tive prejuízo com os móveis e com dois carros que ficaram cheios de água”, comenta.
Sobre a Ponte do Tamboril, a servidora pública aposentada Maria José Brava salientou que a Prefeitura sempre realizou melhorias na região, mas nos últimos meses tem deixado a desejar quando o assunto é a manutenção da ponte. “Estamos sem chão. Do jeito que está, logo irá acontecer uma tragédia. Já tivemos a morte de um casal aqui nessa ponte e doze motoqueiros também já caíram nela. Vi ela ser reformada várias vezes, mas precisamos é de uma estrutura melhor, porque quando vem a chuva ela estraga toda”, desabafa Maria.
O ajudante de forneiro Antônio Donizete estava atravessando a ponte no momento em que nossa reportagem esteve no local. “Passar aqui está perigoso, mas esse é o nosso único acesso, então não tem jeito, precisamos passar. E aí fica complicado”, comenta.

 

LIXO
Na comunidade de Lagoa o problema com a chuva não foram exatamente as enchentes, mas sim o lixo. Quem explica essa situação é o comerciante Márcio José da Silva. “A Prefeitura instalou uma lixeira lá na comunidade que atende diversos sitiantes. Só que a lixeira está próxima ao córrego e quando chove a lixeira, que é pequena, não comporta tudo e acaba indo lixo para o córrego e também para a minha casa, porque o córrego passa nos fundos do meu terreno. Já fui à Polícia de Meio Ambiente e eles me pediram para ir até a Prefeitura de Divinópolis. Estive lá e fiz o protocolo no setor de meio ambiente, mas até agora nenhuma providência foi tomada. Toda vez que chove o lixo que fica esparramado vai para o córrego e, por consequência, para dentro da minha casa, sempre que possível faço eu mesmo a remoção dos lixos, mas precisamos de uma solução. Tenho até um material maior que posso doar para a Prefeitura fazer uma nova lixeira”, encerra.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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