terça-feira, 9 de Setembro de 2014 06:25h Atualizado em 9 de Setembro de 2014 às 06:31h. Pollyanna Martins

População coloca calçamento em ruas por não ter apoio do poder público municipal

Moradores de vários bairros de Divinópolis estão cansados de esperar melhorias por parte do poder público municipal e estão pagando do próprio bolso para calçar ruas, limpar meio fio e lotes abandonados.

Incomodados com poeira, buracos nas ruas e mato alto, moradores do bairro Campina Verde e Realengo, em Divinópolis, calçaram algumas ruas e retiraram o mato que se acumula nas calçadas.
O vice-presidente da associação do bairro Campina Verde, Marcelo Aparecido Romano, relata que o calçamento da Avenida Curitibano foi colocado pelos próprios moradores da rua. “Nós pagamos pela mão de obra e pelos materiais. A turma fez um mutirão aí e cada um está calçando sua porta, porque se for esperar o prefeito resolver nossa situação, não tem como. Além do calçamento, os lotes ficam sujos, não faz capina, ninguém da Prefeitura vem para fiscalizar”, conta.
Marcelo ressalta que com a falta de limpeza dos lotes no bairro, os animais peçonhentos invadem as casas do bairro. “Entra rato, barata, em casa. Já apareceu cobra na garagem da minha irmã. Infelizmente [a administração municipal] está a desejar mesmo”, acrescenta.

 

 

 

 

 

REALENGO
Os moradores do bairro Realengo também não tiveram escolha se não arcar para ter melhorias no bairro. A dona de casa, Nilza de Souza Silva, reclama que as ruas do lugar, que não foram beneficiadas pelo programa Pró-Transporte, estão cheias de buracos, e que os moradores colocam pedras na tentativa de amenizar o problema. “Chega a chuva, os buracos aumentam e o mato da calçada também, aí nós que limpamos. Para piorar a situação, aqui tem um monte de lote vago que fica ‘jogado’, sem uma limpeza”, lamenta.
Nilza relata que para piorar a situação, ratos e baratas invadem as casas. “Teve um dia que eu estava com um mau cheiro terrível em casa, aí meu marido foi olhar no lote que fica atrás da minha casa e tinha um gato morto lá. Ele mesmo teve que enterrar para acabar com o mau cheiro. Tem dia que é insuportável de tanto lixo que fica espalhado”, reclama.
Uma das maiores preocupações da dona de casa são os dependentes químicos que entram nos lotes para consumir drogas. “Quantas vezes eu assusto com policiais correndo atrás dos usuários de drogas, ou quando eles ‘chegam a cara’ no meu quintal? Eles usam os lotes para se drogar.”

 

 

 

 

PREFEITURA
A Prefeitura de Divinópolis informou por meio de sua assessoria de imprensa que os bairros Campina Verde e Realengo não serão contemplados com o programa Pró-Transporte, mas os que se interessarem em fazer o Calçamento Compartilhado devem ir à Secretaria Municipal de Operações Urbanas, que fica na Rua José Balbino Pereira, n° 171, bairro Espírito Santo, para fazer a requisição e a Prefeitura fornecerá o maquinário e o suporte técnico.
Quanto à limpeza dos lotes, a assessoria diz que os moradores podem denunciar pelo site da Prefeitura, no endereço www.divinopolis.mg.gov.br, ou protocolar a reclamação na Prefeitura, com o endereço do lote. Após a denúncia, um fiscal da Prefeitura vai até o local e identificará o dono, que será notificado a limpá-lo no prazo de 15 dias. Caso não ocorra a limpeza, o proprietário estará sujeito a multa.

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

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