sexta-feira, 6 de Março de 2015 10:20h Atualizado em 6 de Março de 2015 às 10:26h. Mariana Gonçalves

População feminina tem se destacado no mercado empresarial de Divinópolis

Ao longo dos últimos anos, tem sido notória a participação da mulher no mercado de trabalho, ainda que a luta por igualdade, principalmente, de remuneração continue, as mulheres estão cada vez mais, conquistando o seu espaço

Em Divinópolis, por exemplo, é possível ver a presença feminina atuando em segmentos que antes eram preenchidos somente por trabalhadores homens. A matéria de hoje irá mostrar duas histórias diferentes, mas que têm tudo a ver quando falamos em força de vontade e dedicação.
Dona de uma fábrica de confecção, a costureira Maria Aparecida Vaz dos Santos, passou a investir no próprio negócio, principalmente, depois que o marido faleceu e ela teve que assumir as despesas do lar, e do sustento das duas filhas, que na época eram crianças. “Sempre costurei particularmente, e quando me casei, continue fazendo isso. Quando meu marido morreu, comecei a fazer facção em casas, para vender. Daí, comecei a produzir moda feminina e camisaria”, conta Maria.
Colocar o seu produto, ou serviço, no mercado de trabalho não é tarefa fácil, principalmente quando você está no começo da carreira. “Quando somos pequenos empresários, autônomos , que é o meu caso, realmente as dificuldades são muitas. Temos que ter os pés sempre no chão, estar segura para trabalhar e também, não fazer dívidas, porque sem isso, você não consegue competir com as grandes empresas”. Pontua Maria.
De início, todo o trabalho de confecção das roupas era responsabilidade da costureira, ela é quem escolhia o tecido, cortava o pano e ia para a máquina fazer a roupa. Desde então, se passaram doze anos de luta e dedicação. Mas tudo isso vem sendo recompensando a cada dia que passa, atualmente, Maria trabalha somente com a fabricação de roupas femininas, e já não está mais sozinha para fazer todo o trabalho de confecção. Ao invés de montar uma loja para comercializar seus produtos, prefere trabalhar com vendas por viajantes e sacoleiras.


DECEPÇÃO E SUCESSO

Por incrível que pareça, a entrada da empresária Iris Soares no mercado de trabalho se deu em um momento complicado de sua vida. Iris enfrentava uma depressão causada pelo desgosto de ter tentado durante cinco anos, consecutivos, ingressar em uma faculdade federal, e não ter conseguido.
“Sempre fui muito estudiosa, mas não conseguia passar. A lista de excedentes tinha 27 pessoas, e eu era a última. Foram chamadas 26 pessoas e eu fiquei de fora. Hoje eu entendo que isso aconteceu porque não era realmente para eu ter passado, não era para eu ser médica. Mas naquela época eu, com 22 anos de idade, não entendia isso, então fiquei muito triste e entrei em depressão, fiz tratamento psiquiátrico, e por conta disso, fui para a fazenda do meu pai passar trinta dias”,conta.
Durante o tempo em que permaneceu na fazenda, Iris conta que escreveu seu nome no chão e reparou que as letras lidas de trás para frente formam o nome “siri”, daí relacionou esse nome a algo que fosse voltado para o setor de vestuário. Apresentou a ideia para sua irmã, Bernadete (Detinha), e juntas começaram a planejar como seria. “De início, a intenção era produzir roupas coloridas, porque foi isso que veio na minha cabeça, mas depois de uma conversa com um amigo, decidi seguir na confecção de moda praia. Comecei a loja com o capital que eu tinha juntado com a venda de cosméticos de uma revista”, disse a empresária.
Claro, nem tudo foram flores, as irmãs entraram como sócias nesse empreendimento e colocaram a ideia para funcionar em um imóvel localizado na Rua Sergipe. “Estávamos na época do Plano Real, e quem viveu nesse período sabe que a situação era complicada, porque, por exemplo, se você precisasse de um dinheiro para começar, em cima dele, você teria 25% de juros”, afirma a empresária.
Mesmo diante das dificuldades financeiras, Iris seguiu em frente, segundo ela, além da irmã que sempre a apoiou e a incentivou, o que levou a empresa a se colocar de forma positiva no mercado, além dos produtos, foi o atendimento dado às clientes. De acordo com a empresária, saber atender o público, sem fazer diferenciação de classe ou raça, é de suma importância para alavancar o negocio.
A empresa já possui 21 anos de mercado, Iris chegou a levar seus produtos para serem comercializados fora do país, embora seja um mercado bom, atualmente a empresária investe nas vendas nacionais.

 

Crédito: Naiara Santos

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