sábado, 16 de Janeiro de 2016 03:43h Mariana Gonçalves

Possível golpe envolvendo o nome da Copasa é denunciado por moradora do São Luís

Aproximadamente às 23h30 da última quinta-feira (14), a dona de casa, Eliete Pereira, moradora do bairro São Luís, em Divinópolis

Aproximadamente às 23h30 da última quinta-feira (14), a dona de casa, Eliete Pereira, moradora do bairro São Luís, em Divinópolis, foi acordada com o barulho feito por dois rapazes que estavam mexendo no registro de água da casa de seu pai, localizada em frente à sua residência. Ao perceber a situação, Eliete abordou estas pessoas, que se identificaram como sendo funcionários da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Questionados sobre o que estavam fazendo no local, responderam se tratar de um serviço pedido inclusive pela própria companhia. “Eles me disseram que tinha ocorrido uma pressão de ar no registro, e que tinham vindo a mando da Copasa verificar. O que me chamou atenção de início, é que eles não chamaram ninguém da casa, simplesmente quando eu cheguei lá, eles estavam com uma lanterna no padrão de água”, conta.


Segundo Eliete, ela ainda questionou os rapazes o porquê de a Copasa não ter avisado previamente a família sobre esse serviço. Os homens desconversaram, dizendo que tinha ocorrido uma falha de comunicação, e que se ela não quisesse, eles não iriam fazer nada, não iriam mexer no registro. “Achei estranho e ontem pela manhã (15) liguei para o 115 da Copasa, em Belo Horizonte, e contei essa história. A atendente Alessandra me disse que não acontece esse tipo de coisa, principalmente no horário em que foi, e outra, todos os serviços executados no município pela companhia são registrados na Central em BH e lá não tinha nada disso. O último serviço registrado é pedido pelo meu pai, foi a ligação desse padrão de água. Daí a Alessandra me disse que quando acontecesse esse tipo de coisa, eu deveria imediatamente acionar a polícia”, diz a dona de casa.

 

 

SERVIÇO NA MADRUGADA

Há quase dois meses, essa mesma situação ocorreu também com uma vizinha de Eliete. Uma ‘equipe’ chegou em um veículo característico da companhia, por volta das 2h na residência de sua vizinha. Quando começaram a mexer no padrão, os proprietários da casa chegaram na janela e questionaram os homens o que estava acontecendo, e a mesma desculpa de que estavam fazendo um trabalho para a retirada de ar no cano foi usada. Devido aos questionamentos que começaram a ser feitos pelos moradores da casa, os tais rapazes foram embora.

 

 

INSEGURANÇA

“Se isso é alguma ação ruim, então a população tem que ser avisada. Se a Copasa está realizando serviços na madrugada, tudo teria que ser avisado também. Eu, por exemplo, assustei quando vi os rapazes lá, igual meus vizinhos também ficaram assustados. Em casa temos crianças, pessoas idosas, é claro, isso de chegar um desconhecido na madrugada nos assusta”, completa Eliete.

 

 

COPASA

Em nota, a assessoria de comunicação da Copasa informou que a companhia “possui equipes noturnas em Divinópolis, que atuam tanto em situações emergenciais, em casos de grandes vazamentos e atendimento ao 115, quanto para acompanhamento do funcionamento e das pressões noturnas de redes, em locais estratégicos espalhados pela cidade.Para tanto, são utilizados pontos de redes e até alguns padrões (cavaletes) de imóveis, desde que situados na parte externa”.
Por fim, a companhia alegou ainda que “as equipes noturnas são orientadas a fazer o mínimo de ruído possível, para causar menos incômodo aos moradores. Este procedimento da Copasa tem por objetivo acompanhar diariamente o funcionamento do Sistema de Abastecimento de Água da cidade, buscando antecipar eventuais problemas. Tais informações são registradas em planilhas próprias e analisadas diariamente por técnicos da empresa.”.

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