sexta-feira, 17 de Julho de 2015 10:06h Atualizado em 17 de Julho de 2015 às 10:09h. Mariana Gonçalves

Preço da cesta básica em Divinópolis continua subindo

É, pelo menos por enquanto o bolso dos divinopolitanos não vai sair do “arrocho”, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) – ligado à Faced, em Divinópolis

A pesquisa de preço da cesta básica referente ao mês de junho mostrou que a tendência está sendo subir cada vez mais.

De acordo com a pesquisa, o conjunto de bens alimentícios essenciais registrou a quinta elevação seguida no ano e, com isso, novo recorde de preços no município, ultrapassando os R$ 310.

A cesta registrou uma majoração de 2,6% em relação ao mês de maio, alcançando o valor de R$ 311,95. A elevação de junho foi a quarta maior do ano. Em doze meses, a cesta elevou-se em 19%, variando de R$ 261,7 para R$ 311,95.

A elevação da cesta foi determinada principalmente pelo comportamento de alta dos seguintes produtos: carne (7,31%), banana caturra (3,11%) e feijão (2,31%). Em junho, a carne foi o item que mais contribuiu para a elevação da cesta de alimentos de Divinópolis. Os aumentos nos preços se devem à retração da oferta e aumento dos custos de produção do setor, causados pelas exportações e pelos custos de manutenção dos rebanhos no Brasil.

CHUVAS MAL DISTRIBUÍDAS

O excesso de chuvas em algumas áreas produtoras e a chegada do inverno estão afetando diretamente na produtividade da banana. Em 2015, o preço da banana caturra já sofreu um aumento de 19% no mercado de Divinópolis. Em janeiro, o preço médio do quilo era de R$ 1,90 contra R$ 2,31 em junho.

Ao contrário da média nacional, onde nota-se uma queda nas cotações, o preço do feijão em Divinópolis registrou uma majoração de 2,31% em relação ao mês de maio. O preço médio do quilo passou de R$ 3,40 para R$ 3,48, no entanto, as projeções apontam para quedas nos preços deste alimento para este mês.

ESTÁ CARO

De acordo com material publicado no portal online da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), dados da Fundação Ipead, vinculada à UFMG, mostram que a inflação da alimentação no domicílio alcançou 5,4% no acumulado de janeiro a maio. Já a variação percentual dos preços da alimentação fora do lar foi de 5,15% no mesmo período. Em 2014, o dragão impactou mais o consumo nos bares, lanchonetes e restaurantes: 8,01%, ante 5,37%. O mesmo ocorreu em 2013: 10,42% a 6,2%.

O movimento dos preços vai na mesma direção no país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação no domicílio encareceu 6,38% nos cinco primeiros meses de 2015, enquanto fora do lar ficou 5,14% mais cara. Em 2014, o balanço foi inverso, respectivamente, de 7,1% e 9,79%. Em 2013, o resultado foi na mesma direção: 7,64% e 10,07%.

Um dos motivos da alta da inflação dos alimentos em casa se deve a problemas climáticos. A estiagem em algumas regiões e o excesso de chuva em outras prejudicaram a safra. Tanto é assim que o conjunto de produtos in natura (os hortifrútis), um dos três itens que compõem a inflação na alimentação nas residências, conforme a metodologia da Fundação Ipead, ficou 25,56% mais caro de janeiro a maio. O indicador também foi bem mais alto do que os dos outros dois conjuntos que compõem a alimentação na residência: produtos industrializados (4,2%) e mercadorias de elaboração primária – arroz, carnes, em especial – (0,25%).

Houve pressão (de aumento nos preços) dos alimentos in natura em razão de problemas climáticos (estiagem, principalmente). No caso dos itens industrializados, houve repasses de preços dos estabelecimentos (fabricantes) devido à alta nos custos, como os de energia elétrica e água.


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