terça-feira, 22 de Dezembro de 2015 09:43h Atualizado em 22 de Dezembro de 2015 às 09:47h. Mariana Gonçalves

Preço da cesta básica volta a registrar alta em Divinópolis

As avaliações do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) – ligado à Faced mostraram que o mês de novembro foi responsável por uma das maiores variações da série histórica da cesta básica de Divinópolis, observou-se uma elevação de 12,4%

O novo valor da cesta passou de R$ 276,16 para R$ 310,59. Em doze meses, o custo da cesta mantém um forte ritmo de crescimento de 27,53%, variando de R$ 243,55 para os atuais R$ 310,59.
A alta do valor da cesta básica foi determinada principalmente pelas elevações dos seguintes produtos: batata inglesa (63,13%), banana (25,94%), tomate (24%) e feijão (21,91%).
As expressivas altas nos preços da batata são explicadas pela diminuição da oferta, causada pelo excesso de chuvas em novembro nas principais áreas produtoras, o que dificultou o processo de colheita. Em outubro, o preço médio do quilo em Divinópolis era de R$ 2,39, em doze meses o valor da batata elevou-se 84%, saltando de R$ 2,11 para os atuais R$ 3,90. As chuvas abaixo das expectativas e o forte calor registrado na região norte de Minas Gerais, principal região produtora do estado, causaram expressivas elevações nas cotações da banana em novembro.

 

 

PROJEÇÃO

Se as instabilidades climáticas causadas pelo fenômeno El Niño prevalecerem até 2016, as projeções são de novas elevações nos preços. O tomate tem sido afetado diretamente pela instabilidade climática, as altas temperaturas refletem na produtividade da fruta, causando queda na qualidade e, consequentemente, menor oferta e maior preço. O excesso de chuvas em Minas Gerais e São Paulo também tem afetado negativamente a produtividade do feijão, que, por sua vez, apresenta um volume colhido menor do que o esperado, refletindo diretamente nas cotações dos preços. O preço do feijão em Divinópolis vem sofrendo gradativas elevações desde agosto, quando o preço médio do quilo era de R$ 2,28, passando para R$ 4,20 em novembro.

 

 

ALTERNATIVAS

O primeiro passo é começar a compra pela parte menos ‘glamurosa’ do supermercado: os produtos de limpeza. Leve a calculadora, vá somando enquanto compra. Só depois se arrisque entre as frutas e doces.
Quando chegar nesta parte, o consumidor saberá quanto pode gastar e, talvez, até possa levar um docinho a mais. No caso dos produtos que estão com preços na estratosfera, a solução é simples: além de procurar preços menores, com boa qualidade, o consumidor deve evitar o desperdício. Também é possível substituir os produtos por outros de mesmo valor nutricional: o feijão pode ser substituído pela ervilha, lentilha ou grão-de-bico, por exemplo. Também dá para substituir o arroz por uma massa, de vez em quando. Consumir frutas e verduras da época também garante a economia.
Comprar alimentos de marcas próprias dos supermercados também pode ser uma boa opção. São produtos de fornecedores de boa qualidade, mas que não têm os pesados investimentos com marketing, o que garante um preço menor, na maioria das vezes.

 

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