sábado, 9 de Junho de 2012 08:25h Flaviane Oliveira

Preço do feijão sobe pelo 7º mês consecutivo em Divinópolis

O feijão seguiu a tendência da Cesta Básica em Divinópolis e apresentou aumento considerável. Pelo sétimo mês consecutivo o valor final do produto apresentou alta nos supermercados da cidade. De acordo com pesquisa divulgada pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) da Faced, as razões para essas variações podem ser justificadas devido a diminuição da área plantada no último ano e às secas severas registradas nas áreas de maior produção do feijão, o que tem diminuído a oferta do produto.

 


Em Divinópolis o aumento no preço é visível. No mês de janeiro deste ano o preço médio do quilo feijão era de R$3,11, em maio o preço médio encontrado foi R$4,80, porém em alguns supermercados foram registrados valores de R$5,99 durante o mesmo mês. Em um ano o preço médio do feijão em Divinópolis sofreu elevação de cerca de 102%.

 

De acordo com a pesquisa do Nupec, outro produto responsável pela alta da cesta básica foi a soja, deixando o óleo de cozinha entre os itens mais caros da cesta. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta da demanda e as preocupações com a oferta em 2012 continuaram impulsionando os valores interno e externo da soja. Já em Divinópolis,  o preço do litro do óleo de soja passou de R$2,75 em janeiro para R$3,15 em maio, o que representa um aumento de 14,5% em somente neste ano.

 

INFLUÊNCIA NA CESTA BÁSICA

 

Além do feijão e a soja, outros seis produtos foram responsáveis pelo aumento no preço da cesta básica em Divinópolis. São eles o tomate, com alta de 25%, o arroz que subiu 2,69%, a manteiga, a carne de segunda-feira, a farinha de trigo e o café em pó.

 


No último mês, o custo da cesta de alimentos básicos no município registrou alta de  1,8% em relação ao mês de abril. Graças a esse aumento, a cesta básica chegou ao preço médio de R$208,14. No mesmo período do último ano, o trabalhador pagava R$ 193,07 para comprar a cesta, ou seja, em um ano a cesta básica sofreu um reajuste de 7,8%.

 

Dessa forma, para comprar os alimentos básicos e mais essenciais, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou  trabalhar 73,6 horas e 62 minutos, cerca de 4 horas a menos do que em maio de 2011, quando a jornada chegava a 77 horas e 94 minutos, isso por causa do aumento registrado no salário mínimo. Já os itens que apresentaram baixa no preço foi a banana caturra, que apresentou redução de 10, 46%, a batata e o açúcar com reduções de 6,07% e 4,31% respectivamente.
 

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