sábado, 9 de Maio de 2015 09:03h Atualizado em 9 de Maio de 2015 às 09:08h. Jotha Lee

Prefeito analisa propostas de redução de gastos apresentadas por secretários

Município encerra primeiro trimestre com mais de R$ 100 milhões de déficit

A Prefeitura de Divinópolis fechou o primeiro trimestre do ano com um déficit de R$ 102.566.799,55. A informação consta do relatório resumido de demonstração de receita e despesa, publicado ontem no Diário Oficial dos Municípios. Os gastos municipais nos três primeiros do ano foram mais do que o dobro da receita. De acordo com o documento, a Prefeitura arrecadou no período R$ 123.920.993,68, enquanto as despesas atingiram R$ 226.487.773,23. Somente a folha de pagamento consumiu R$ 47.676.479,05, 38,47% da arrecadação no período.
As maiores fontes de receita da Prefeitura no primeiro o trimestre foram as transferências feitas pela União e o Estado, que somaram R$ 91.077.406,35, enquanto a arrecadação com impostos chegou a R$ 34.951.619,01. O relatório informa ainda que, até março, as despesas com investimentos atingiram R$ 48,3 milhões e outros R$ 5,9 milhões foram utilizados para amortização da dívida pública.
Embora nos três primeiros meses do ano não tenha ocorrido nenhum fato positivo que indique modificação do quadro financeiro em relação ao ano passado, o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), é otimista. Ele mantém sua avaliação de que as dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura são decorrentes da política do governo federal. “Há uma lógica federativa que cada vez mais sufoca os municípios, com mais obrigações e menos recursos. Cada vez a gente fica mais perto dos problemas e longe dos recursos”, critica.
O prefeito lembra que em Divinópolis há peculiaridades com relação à folha de pagamento, cujo crescimento vegetativo chegou a 15% em 2014, contra 7% de elevação da receita. Entretanto, ele garante que conseguirá equilibrar as contas até o final do mandato. “Vamos focar nisso e procurar melhorar esse aspecto e cumprir todo o nosso portfólio de ações que estão aberto”, assegura. Segundo ele, haverá atenção especial aos investimentos em infraestrutura, como também mais atenção à política de saúde, com a implantação do Samu, que está prevista desde o ano passado. “Nossa ideia é consolidar essas ações e, se Deus quiser, cumprir bem essa missão com um bom fechamento fiscal”, acrescenta.

ECONOMIA
No dia 30 de março, o prefeito reuniu o secretariado e pediu um projeto imediato para a redução de despesas, como mais uma tentativa de buscar o reequilíbrio das contas municipais. Vladimir pediu aos secretários uma redução de, no mínimo, 20% nos gastos de cada secretaria. Segundo ele, esse percentual não trará prejuízos para a manutenção das prioridades estabelecidas até o final do mandato. “É uma meta, mas que não será tratada de maneira linear. É uma meta customizada, caso a caso, para fazer o equilíbrio fiscal, que é fundamental, não por escolha, mas por determinação constitucional e de legislações superiores, mas com o mínimo de impacto nas políticas da Prefeitura”, salienta.
Boa parte do secretariado já apresentou a proposta de redução de gastos pedida pelo prefeito, porém ainda não houve nenhuma decisão. A primeira pasta a apresentar proposta foi a de Educação. Contudo, as metas vieram a público antes de chegar ao prefeito. As fortes manifestações ocorridas diante da possibilidade de fechamento de escolas, redução dos investimentos em transporte escolar, entre outras medidas impopulares, obrigaram a uma revisão. Uma fonte disse à Gazeta do Oeste que o prefeito determinou à secretaria municipal de Educação, Rosemary Lasmar, que apresente um novo estudo para limitar as despesas da pasta.
De acordo com o chefe do Executivo, apesar da urgência em diminuir o custeio da máquina pública, ainda não foi aprovada nenhuma proposta de redução de gastos. “Estamos analisando todas as propostas, para chegarmos a um consenso de como vamos desdobrar essa questão”, finalizou.

 

Crédito: Jotha Lee

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