sábado, 21 de Junho de 2014 05:21h Atualizado em 21 de Junho de 2014 às 05:24h. Jotha Lee

Prefeito busca mais recursos para agilizar obras do Hospital Público

Obras paradas terão continuidade no segundo semestre

Em entrevista concedida ao Jornal Gazeta do Oeste, o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), fez uma análise do sistema de saúde na cidade após a implantação do SIM e anunciou a continuidade de obras que foram interrompidas em razão da crise financeira que atingiu o município nos dois últimos anos. Para o prefeito, a UPA 24h está funcionando adequadamente e as UEAs (Unidades Especiais de Atendimento) estão “funcionando muito bem.”
As Unidades Especiais integram o pacote da reforma na saúde pública, com a criação do Sistema Integrado Municipal (SIM). Quatro UEAs foram instaladas nos bairros Niterói, Ipiranga e São José e uma no Centro, com funcionamento de 18h às 22h. “Mais de três mil pessoas ao mês estão sendo atendidas nessas unidades e isso, além de dar um conforto melhor às pessoas, alivia a UPA no atendimento ambulatorial”, afirmou.
Vladimir Azevedo assegurou que o município vai dobrar a cobertura de saúde à família e garantiu reformas estruturais. “Vamos fazer uma reforma física nos postos de saúde e temos que terminar a reforma das unidades cujas obras foram paralisadas no auge de crise financeira. Com certeza vamos terminar as obras no Tietê, Belvedere, Bela Vista e no Sagrada Família”, afirmou. As obras citadas pelo prefeito estão paralisadas desde o ano passado e o cronograma inicial previa a inauguração para 2012 e 2013.

 

 

 

 

 

 

HOSPITAL PÚBLICO
De acordo com Vladimir Azevedo, as reformas físicas previstas estão dentro do cronograma do SIM Saúde. O prefeito ainda é cauteloso sobre os resultados definitivos do novo sistema e admite que nem todos os problemas serão solucionados. “O SIM Saúde está no caminho certo. Sabemos que não é a solução de tudo, mas achamos um caminho adequado para minorar os problemas e continuamos trabalhando firme com o propósito final que é ter o hospital público funcionando em 2015”, garantiu.
A respeito do Hospital Público, é bem provável que a inauguração prevista para o ano que vem – já atrasada em dois anos da previsão inicial –, a continuar no ritmo lento que se verifica no canteiro de obras, esteja ameaçada. Ontem a reportagem da Gazeta do Oeste esteve no local e não obteve autorização para fotografar o interior da obra.
Um funcionário da empreiteira Marco XX Construções, que se apresentou como responsável, porém sem se identificar, impediu o trabalho da reportagem afirmando que seria necessária autorização da Prefeitura. Ele também não deu mais explicações sobre a falta de atividade na obra. No momento em que a reportagem esteve no local – 13h30 –, apenas doze operários trabalhavam retirando entulho e pedaços de madeira. Não havia nenhuma máquina em atividade e nenhum operário trabalhando na estrutura física da obra.
O prefeito, Vladimir Azevedo, lembra que o Hospital está sendo construído com recursos 100% do governo do Estado e garante com segurança absoluta que as obras estão fluindo dentro do cronograma. “Estamos tentando com o governador, Alberto Pinto, um reforço no cronograma financeiro para dar um fluxo melhor na obra esse ano”, afirmou.

 

 

 

 

 


VALORES
A construção do Hospital Público, que receberá o nome de Divino Espírito Santo, foi efetivamente iniciada em agosto de 2010. Tanto os recursos previstos, quanto a data inicial de inauguração, não serão cumpridos. De acordo com dados fornecidos pela própria Prefeitura, o custo da obra praticamente dobrou da previsão inicial. E a inauguração, antes programada para 2013, agora é planejada para 2015.
Veja o cronograma de informações produzidas pela Diretoria de Comunicação Social e publicadas no site da Prefeitura sobre as atividades de construção do Hospital Público:
26 de Janeiro de 2011 – A obra custará R$ 47.830.050,00 e a maior parte destes recursos será liberada pelo governo do Estado e deverá ser concluída em 24 meses. O terreno tem cerca de 70 mil metros quadros e, de acordo com o projeto inicial, o hospital terá 134 leitos com a capacidade de expansão para até 500.

3 de junho 2012 – “Nossa previsão é que no início de 2013 o Hospital Público Divino Espírito Santo esteja salvando vidas em Divinópolis e toda a região. Com isso estamos estruturando a nossa saúde”, disse o prefeito, Vladimir Azevedo, na assinatura do Projeto que deu ao Hospital o nome de Divino Espírito Santo, durante a comemoração do centenário da cidade.
24 de julho de 2013 – O prefeito, Vladimir Azevedo, e o governador, Antonio Anastasia, assinaram na tarde da última terça-feira no Palácio Tiradentes em Belo Horizonte, convênio em que o governo do Estado repassa ao Município de Divinópolis, R$ 42,9 milhões. O valor será aplicado na segunda etapa das obras de construção do Hospital Regional Divino Espírito Santo.
13 de janeiro de 2014 – Com o apoio do governo de Minas, a Prefeitura de Divinópolis investe R$ 80 milhões na construção do novo hospital com o objetivo de melhorar o atendimento médico aos munícipes e minimizar o déficit de leitos hospitalares no município, bem como em toda a região, sendo referência para outras 54 cidades com uma população total de 1,2 milhão de habitantes. A capacidade inicial do hospital será de 200 leitos, sendo 30 para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) adulto e 20 para o infantil.

 

 


Crédito: Jotha Lee

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