sexta-feira, 19 de Agosto de 2016 16:15h Pollyanna Martins

Prefeitura continua fiscalização contra ambulantes no Centro de Divinópolis

De acordo com o órgão, 12 operações foram feitas para a retirada dos toureiros, mas eles driblam a fiscalização e volta e meia estão no mesmo lugar

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

A Prefeitura de Divinópolis continua as fiscalizações contra os ambulantes no Centro da cidade. Desde o final de 2015, os toureiros invadiram as ruas da região central com os seus produtos e viraram alvo constante da Fiscalização de Posturas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Além de atrapalharem a passagem dos pedestres, cadeirantes e carrinhos nas calçadas, os toureiros prejudicam as vendas dos comerciantes e vendedores ambulantes do camelódromo, no quarteirão fechado da Rua São Paulo. Conforme a Prefeitura, desde julho, já foram realizadas 12 ações dos fiscais municipais, acompanhados da Polícia Militar e de agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Settrans), pois volta e meia os camelôs tomam conta das calçadas da Rua Goiás e Avenida 1° de Junho.

A falta de fiscalização foi duramente criticada por comerciantes do Centro e vendedores ambulantes do camelódromo. Meias, controles remotos, brinquedos, sombrinhas, redes, cobertores, brincos, pulseiras, bolsas, produtos fitoterápicos são expostos durante todo o dia nas calçadas, mesmo após as ações da Fiscalização de Posturas. Na tarde de ontem (18), nossa reportagem andou pelas ruas do Centro e encontrou vários toureiros com bancas montadas nas calçadas. Ainda de acordo com a Fiscalização de Posturas, serão realizadas mais quatro ações até final do mês para retirar os ambulantes das ruas. A vendedora Andrea Oliveira Aguiar tem um box no camelódromo há oito anos e reclama da ineficiência das ações feitas pela Prefeitura. “Como não tem fiscalização na cidade, eles ligam para amigos e parentes, e falam para vir, porque a “barra” está limpa”, ressalta.

Segundo o Executivo, os toureiros autuados terão o material comercializado nas calçadas apreendido, como determina o Código de Posturas do Município. “A iniciativa atende ao direito do cidadão de ter o livre trânsito nas ruas da cidade, principalmente as pessoas com algum tipo de dificuldade de mobilidade. É também uma reivindicação de entidades de classe patronais e de trabalhadores”. Andrea conta que sentiu o reflexo da vinda dos toureiros para Divinópolis. De acordo com ela, o movimento de clientes no camelódromo caiu consideravelmente, trazendo como consequência a queda nas vendas. “Está um absurdo isso. A gente não consegue transitar na rua mais e fora que são pessoas que estão atrapalhando as vendas do comércio da cidade”, reclama.

 

PRODUTOS

 

Conforme a Prefeitura, os produtos perecíveis são doados e os não perecíveis ficam apreendidos por 60 dias, aguardando com que o proprietário retire os produtos. Frutas e verduras apreendidas são doadas para 13 entidades carentes de Divinópolis, que estão cadastradas para receberem os produtos. A doação de produtos perecíveis precisa ser realizada em 24 horas. Já os itens não perecíveis, ficam aguardando o proprietário retirá-los, após o pagamento da multa de R$ 649,99, mais a taxa de administração. Caso não seja quitada a infração em 60 dias, os materiais serão doados para as entidades cadastradas.

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