quinta-feira, 24 de Março de 2016 09:55h Atualizado em 24 de Março de 2016 às 10:12h. Jotha Lee

Prefeitura contrata empresa para concluir obras de abertura da Rua Pains

Moradores alugam máquinas e pagam operadores para limpar a via abandonada desde

Ontem no início da tarde um trator começou a trabalhar na limpeza de parte da Rua Pains. Os menos avisados poderiam acreditar que se tratava do reinício das obras para a conclusão dos serviços de drenagem e pavimentação da via, iniciados em junho de 2013 e interrompidos em dezembro do mesmo ano. A obra, que pela previsão da prefeitura deveria ser entregue à população em fevereiro de 2014, está parada há mais de dois anos e é alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal, que quer saber os motivos da paralisação.

 

 


O trator, que ontem fazia a limpeza de parte da Rua Pains, não estava a serviço de nenhuma empreiteira para concluir a obra. Foi a alternativa encontrada pelos moradores para tentar minimizar o descaso em que a via se encontra, totalmente encoberta pelo mato e já transformada em local de despejo de lixo, especialmente bota-fora da construção civil. “Todo tipo de bicho está invadindo nossas casas, desde ratos, baratas e até cobras. O único jeito foi a gente pagar pelo serviço do trator, já que não aparece ninguém da prefeitura por aqui”, contou um dos moradores, responsável pela contratação da máquina para limpeza de uma parte da rua.

 

 


Embora a população residente na Rua Pains já esteja tomando medidas de manutenção por conta própria, a finalização da obra pode ocorrer ainda esse ano. Com mais de três meses de atraso, já que a conclusão do processo estava prevista para início de dezembro do ano passado, essa semana o superintendente da Usina de Projetos, Leonardo José Gomes, homologou a licitação para a contração da empresa que finalizará as obras da Rua Pains. A vencedora foi a Empresa de Conservação Brasileira a (Emconbras), com sede em Pará de Minas. Para finalizar as obras, inicialmente orçadas em R$ 599,8 mil, dos quais R$ 490 mil financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o restante de contrapartida do município, haverá um acréscimo de R$ 376, 7 mil.

 

 


ABANDÔNO
As obras de drenagem, pavimentação e sinalização da Rua Pains, que liga a Avenida Sete de Setembro à Rua Mato Grosso, no bairro Afonso Pena, nas proximidades do quartel do 23º Batalhão da Polícia Militar, foram lançadas pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) em julho de 2013. Na ocasião, ao conceder entrevista à imprensa, o prefeito falou da importância da obra e garantiu ser prioridade no seu governo. “É uma ligação importante, sendo uma obra reivindicada há bastante tempo e que nós já estamos prontos para dar a ordem de serviço dessa reforma”.
No dia 17 de junho de 2013, a ordem de serviço foi assinada sob muitos festejos ocorridos na Rua Pains, reunindo o prefeito, secretários municipais, quase toda a Câmara Municipal, e um grande número de moradores. Um dos mais entusiasmados era o radialista Pádua Fernandes, que não poupou elogios à iniciativa. “Vai melhorar tudo, especialmente a iluminação, nos ajudando na questão do combate ao uso e tráfico de drogas na região, que é intenso, além da prostituição”, disse ele na ocasião.

 

 


Mais de dois anos depois da paralisação, a situação se inverteu e hoje os moradores da região criticam a inércia da administração municipal na conclusão da obra, cujo dinheiro foi liberado pela Caixa no final de 2011. Entretanto, agora há a expectativa do reinício da obra, que segundo a última informação divulgada pela prefeitura, foi interrompida em dezembro de 2013 com 95% concluídos. A situação da Rua Pains hoje é muito pior do que antes das inacabadas obras de drenagem e manutenção. O matagal tomou conta de toda a via e os moradores estão contratando máquinas e operadores para limpar alguns trechos, como ocorreu ontem a tarde. Os montes de lixo, especialmente bota-fora da construção civil, estão jogados ao longo dos pouco mais de 300 metros do trecho. A placa que anunciava o início da obra para junho de 2013 e conclusão em fevereiro de 2014, foi retirada. Um enorme volume de terra impede qualquer tipo de tráfego, à exceção de bicicletas e motos e ainda há o acúmulo de poeira no período de seca e muito barro na estação chuvosa.

 

 


A prefeitura não informou a previsão de reinício das obras da Rua Pains. A última estimativa feita para o Jornal Gazeta do Oeste pelo então superintendente da Usina de Projetos, o vice-prefeito Rodrigo Resende, é de que a conclusão da obra deve levar no máximo dois meses.

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