quarta-feira, 1 de Outubro de 2014 05:29h Lorena Silva

Prefeitura dificulta processo de drenagem pluvial de rua e moradores não conseguem calçamento

Há cerca de dez anos os moradores da Rua Cruz e Sousa, no bairro São Judas Tadeu, reivindicam o calçamento dessa via, que liga diretamente o bairro à Avenida Paraná.

Crédito: Lorena Silva

 

 

No entanto, desde o ano passado, os moradores travam um conflito com a Prefeitura, pois mesmo que tenham aceitado arcar financeiramente com todos os gastos da obra, o município nega a execução, alegando que um problema com o sistema pluvial da rua impede que o calçamento seja feito.


A aposentada, Maria Aparecida de Alencar, conta que a ideia do calçamento compartilhado surgiu no ano passado, quando um político calçou o quarteirão acima e propôs que os moradores se unissem para custear a obra do restante da via. “Todo mundo concordou. A vizinha da frente mobilizou, fez abaixo assinado. Até o responsável pelos lotes vagos aqui da frente se prontificou a ajudar. Só na frente da minha casa eu ia pagar aproximadamente R$ 1.400 para calçar.”


Com o custeio do calçamento sendo totalmente de responsabilidade dos moradores, a Prefeitura precisava somente dar autorização para que a obra fosse executada. Mas ao realizar o processo de autorização, a Prefeitura percebeu que havia uma dificuldade com relação ao sistema pluvial da rua. Isso porque quando chove toda a água da Avenida Paraná escoa para a Rua Cruz e Sousa. “A Prefeitura autorizou fazer três bocas de lobo [para o escoamento da água], só que o Ibama veio e vetou, alegando que a enxurrada ia descer para uma nascente que tem aqui no bairro”, explica Maria Aparecida.


A moradora, Siomara Daldegan, conta que sem a possibilidade da colocação das bocas de lobo para que o escoamento da água na rua ocorresse de maneira correta, a Prefeitura precisaria fazer o manilhamento da via. “Então a Prefeitura tem que manilhar e isso ela falou que não tem condições. Todo mundo aqui se dispõe a ajudar financeiramente com o calçamento da rua. Mas a parte de manilhamento é da Prefeitura”, argumenta.

 

 

 

PREJUÍZOS
Maria Aparecida explica que, independente da situação climática, os prejuízos da falta de calçamento são visíveis para a rua. Segundo Maria, quando não chove a poeira toma conta de toda a via. Já quando chove, é o barro que prejudica os moradores. “Quando chove aqui vira muito buraco, não tem como nem passar carro. Teve uma vez que o carro da minha filha atolou aqui na porta. No ano passado, encheram até lá em cima [da rua] de terra, quando choveu os carros não desciam e nem subiam. Não tinha condição de fazer nada”, conta a aposentada.


De acordo com Siomara, o posto de saúde do bairro fica localizado no final dessa rua e, por isso, a situação precária em que a via se encontra atinge também quem precisa dos serviços do local. “A gente vê mulher grávida subindo essa rua com dificuldade, levando criança no colo. Em época de chuva elas sobem no barro. É uma vergonha.”

 

 

 

PREFEITURA
A Prefeitura esclareceu, por meio da sua assessoria de imprensa, que será idealizado um projeto para a realização da drenagem pluvial da Rua Cruz e Sousa, processo que deve ocorrer dentro de 15 dias. As obras na via devem ser iniciadas assim que o projeto for finalizado.

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