quinta-feira, 8 de Maio de 2014 06:30h Atualizado em 8 de Maio de 2014 às 06:37h. Jotha Lee

Prefeitura explica atraso no pagamento de servidores dos abrigos

Funcionário usa o Facebbok para pedir solução.

Publicação feita pela Revista Exame em sua edição do dia 30 de abril coloca Divinópolis na quarta colocação entre as dez melhores cidades do país em desenvolvimento social. A matéria, veiculada pela revista em sua página 57, considera municípios em alto desenvolvimento da qualidade de vida da população a partir da análise de vários fatores, como o número de unidades escolares públicas, projetos de assistência à saúde e organização da assistência social, entre outros.
Cada município foi avaliado com nota de zero a cinco pontos, sendo um para cada mil pessoas economicamente ativas. Na pesquisa, Divinópolis somou 3,38 pontos. A cidade Rio das Ostras (RJ) ocupa a primeira colocação do ranking, com um total de 3,64.
Exatamente uma semana após a circulação da revista, cuja pesquisa para chegar ao índice avaliou a organização da assistência social, a Prefeitura é denunciada pelo atraso de dois meses no pagamento de cerca de 80 servidores que prestam serviços às instituições acolhedoras, mais conhecidas como abrigos, que desenvolvem um dos mais importantes trabalhos na área social, cuidando de pessoas, especialmente adolescentes, em situação de risco.
Esta não é a primeira vez que funcionários das quatro instituições acolhedoras que sobrevivem com a ajuda do município, denunciam a falta de pagamento. Em 2012 ocorreu a mesma denúncia e em 2013 o fato se repetiu, com o salário sendo pago com atraso de três meses.

 

 

 

DOIS MESES
Ontem um funcionário do abrigo Casa de Maria pediu socorro à imprensa e recorreu até a uma postagem no Facebook na tentativa de sensibilizar a administração a depositar o pagamento dos servidores das instituições acolhedoras. Matheus Henrique Dias usou sua página pessoal pela rede social para denunciar o atraso no pagamento dos funcionários dos abrigos e para pedir uma reposta do Executivo sobre a situação.
“Os funcionários já estão sem vale-transporte, muitos já estão com os nomes sendo negativados no SPC e outros transtornos provocados por dois meses sem pagamento”, disse ele à reportagem da Gazeta do Oeste. Matheus Dias garantiu que a maioria dos servidores está com dificuldades em manter seus compromissos e que até ontem não havia recebido nenhum posicionamento da Prefeitura sobre a quitação do débito.
Ontem, no final da tarde, a Diretoria de Comunicação da Prefeitura enviou nota à redação da Gazeta do Oeste explicando os motivos do atraso do pagamento dos servidores que prestam serviços às instituições acolhedoras conveniadas. “Informamos que houve uma repactuação dos convênios com as entidades ampliando o tempo de duração. Para atender a essa situação foram necessárias revisões e novos documentos que ampliaram a tramitação burocrática. Tão logo tomou ciência dessa situação o prefeito, Vladimir Azevedo, determinou que uma força tarefa desse prioridade nesses convênios para que fossem publicados e os repasses financeiros garantidos em menor prazo possível, pactuado com os dirigentes dos abrigos”, diz a nota.
A repactuação dos convênios foi publicada ontem na edição eletrônica do Diário Oficial dos Municípios. A confirmar o conteúdo da nota expedida através da Diretoria de Comunicação, a Prefeitura já está desimpedida dos entraves burocráticos e em condições de efetuar o pagamento dos servidores.

 

 

Crédito da foto : arquivo/Gazeta do Oeste

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