sábado, 31 de Outubro de 2015 05:14h Atualizado em 31 de Outubro de 2015 às 05:19h. Mariana Gonçalves

Prefeitura irá padronizar serviço de feira no centro da cidade

Está em andamento o projeto da Secretaria de Agronegócio que prevê a padronização do serviço de feira-livre no centro de Divinópolis

Alguns produtores rurais utilizam já há algum tempo espaços, como as calçadas no centro, para vender seus produtos, porém, essa questão envolve uma série de pequenos problemas que a Prefeitura tenta sanar.
Em entrevista ao jornalista Sílvio França, no “Bom Dia Divinópolis”, o secretário de agronegócio, Paulo Marius, e também o secretário de meio ambiente, Willian Araújo, falaram sobre o assunto e as medidas a serem adotadas brevemente. “Temos 22 agricultores da Agricultura Familiar no quadrante central da cidade, que vai da Divino Espírito Santo até na Sergipe e da Paraná até a Getúlio Vargas. A reclamação que estávamos tendo há muito tempo, inclusive do Ministério Público, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação dos Deficientes do Oeste de Minas (Adefom), eram quanto a ocupação dos passeios. Daí resolvemos colocar três pontos fixos dentro destes quadrantes, os quais vamos organizar as barracas, essa ideia é, inclusive, de um feirante”, disse Paulo Marius.
Ainda conforme falado pelo secretário de agronegócios, a intenção da Prefeitura é apenas organizar o serviço, ao invés dos feirantes ficarem espalhados pela zona central, eles passaram a ficar juntos em três espaços destinados na cidade exatamente para o serviço. “Falaram que vamos tirar os feirantes da rua, isso não vai acontecer, a intenção não é essa. Escutamos muito dos feirantes que as barracas próximas aos prédios trazem comodidade ao consumidor, porque a dona de casa sai do seu prédio para ir comprar com ele, por exemplo, um pé de alface, ou uma cebolinha. Entendemos essa questão, e não vamos acabar com isso, porém, vamos organizar as feiras com barracas padronizadas, porque tem pessoas que utilizam caixas, ou colocam as verduras numa sacola no chão, e não pode, vamos melhorar isso”, frisa Paulo.
As barracas já foram compradas e estão para chegar. Esse trabalho envolveu a ajuda da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settrans) e a Secretaria de Meio Ambiente. “A Settrans irá sinalizar e demarcar o local das barracas, teremos também horário para as feiras, que será das 6h ao meio dia, tendo a tarde livre, porque nenhuma das feiras dos bairros, por exemplo, ficam o dia todo. Os feirantes ficaram na barra de rolamento, o consumidor é que vai ficar no passeio, então, isso será tudo sinalizado”, encerra o secretário de agronegócio.

 

 

AMBULANTES

Nas últimas semanas, o número de comerciantes ambulantes ocupando as ruas da cidade tem tido grande crescimento. Quem frequenta o centro, principalmente aos sábados, já reclama do quanto está sendo difícil transitar na esquina da Avenida 1° de Junho com Goiás, por causa do vários números de ambulantes expondo seus produtos em barracas improvisadas no chão. Esse é um problema o qual a fiscalização do setor de posturas, integrado à Secretaria de Meio Ambiente, luta para encontrar uma solução.
O projeto de padronização dos feirantes, de certa forma, será um bom começo para as ações da Secretaria de Meio Ambiente, no sentido de tirar os ambulantes dos locais em que atrapalham o fluxo de pedestres. “Dentro do diagnóstico que nós fizemos de retirada desses ambulantes que não são credenciados, a maioria nem da cidade é, são pessoas que vêm de fora, porque, na verdade, o que temos hoje de ambulantes cadastrados são os que estão no Camelódromo, o restante é ilegal, então com essa retirada que estamos fazendo desse pessoal do centro, percebemos também que temos produtores da agricultura familiar que trabalham nas ruas há tempos, mas o Código de Posturas não permite que a via pública seja obstruída, então chamamos o Paulo Marius para, juntos, pensarmos numa solução”, destaca o secretário.
Com a regulamentação dos feirantes, os mesmos poderão requisitar na Prefeitura o alvará – documento necessário para o exercício de qualquer atividade de comércio.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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