terça-feira, 12 de Janeiro de 2016 08:38h Atualizado em 12 de Janeiro de 2016 às 08:41h. Jotha Lee

Prefeitura limita acesso ao aterro controlado à veículos da Via Solo e Cemig

Medida visa se adequar à exigências da fiscalização estadual

Enquanto o município não consegue um terreno adequado para a construção do novo aterro controlado, o atual, localizado às margens da rodovia de acesso a Carmo do Cajuru, continua recebendo o lixo da cidade. Pressionada pelo Ministério Púbico, já que o prazo para a construção do novo aterro está vencido, a prefeitura está às voltas com a fiscalização ambiental do Estado, que já puniu o município pelo descontrole no descarte de lixo deixado por empresas que transportam seus próprios resíduos.
Em busca de uma solução imediata, na semana passada os secretários municipais de Planejamento e Meio Ambiente, Willian Araújo, de Viação e Obras Públicas, Dreyfuss Rabelo, e de Governo, João Luiz de Oliveira, visitaram o local e confirmaram que os veículos de empresas e transportadores autônomos estão deixando o lixo em qualquer lugar, sem obedecer as regras ambientais. Diante disso e com a severa punição imposta pela fiscalização estadual através de multa, a prefeitura decidiu proibir a entrada de caminhões de empresas e autônomos ao aterro controlado. “Nós recebemos a ordem de que a partir de agora só entram os caminhões da Via Solo [empresa responsável pela coleta do lixo residencial] e da Cemig”, contou um segurança da empresa terceirizada que trabalha na vigilância da área. “Até a Nascentes das Gerais [concessionária da MG-050] está proibida de jogar lixo aqui”, emendou.
Ontem foi o primeiro dia útil de vigência da nova regra e vários veículos foram surpreendidos com a determinação. Cerca de 10 caminhões particulares que estiveram no local foram barrados e seus condutores não sabiam para onde levar os resíduos. Everton Jonas Ribeiro chegou ao aterro controlado no meio da tarde de ontem transportando 60 sacos contendo lixo de uma padaria. “Estou trazendo esse lixo porque a Via Solo não recolheu e agora não sei para onde ir”, desabafou indignado.

 


SEM AVISO
A reportagem ficou no local por pouco mais de meia hora e nesse intervalo, mais um caminhão transportando três caçambas repletas de bota-fora da construção civil também foi impedida de entrar. Everton Ribeiro, que trabalha com frete, disse que até a semana passada descarregava normalmente todo tipo de lixo. “Eu sempre descarreguei aqui todo tipo de lixo, entulho, óleo sujo, e hoje fui surpreendido. Não posso deixar o lixo, não tenho para onde levar, porque é um lixo que já está com mau cheiro, o pessoal aqui não sabe orientar e não ficou nenhuma orientação para onde a gente pode levar esse lixo”, afirmou. “Estou aqui parado, perdendo outro serviços e quero uma posição. Já liguei para várias secretarias e ninguém me atende”, acrescentou. “Vou jogar esse lixo em qualquer lugar, porque na minha caminhonete ele não pode ficar, eu preciso trabalhar”, finalizou.
O secretário municipal de Governo, João Luiz de Oliveira, disse que a medida foi necessária para atender às determinações da fiscalização estadual . “O que fizemos foi adotar uma medida de controle do local para impedir que o lixo continue sendo descartado sem critério. A partir de agora só Via Solo e Cemig terão o acesso liberado”, garantiu.
De acordo com o assistente de Controle Operacional da Via Solo, Rodolfo Coelho, a empresa recolhe somente o lixo residencial que chega a quatro mil toneladas mensais. “A média é de 150 toneladas por dia”, informou. O secretário de Governo afirmou que essa medida foi para atender de imediato à fiscalização. Segundo João Luiz de Oliveira, todo o lixo residencial continuará sendo levado para o aterro controlado. “Ainda temos uma célula autorizada pelo Ministério Público onde o lixo residencial continuará sendo descartado com os critérios ambientais necessários”, finalizou.

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