terça-feira, 20 de Janeiro de 2015 09:25h Atualizado em 20 de Janeiro de 2015 às 09:27h. Lorena Silva

Prefeitura realiza manutenção da retirada dos aguapés no Itapecerica

Prefeitura realiza manutenção da retirada dos aguapés no Itapecerica

Mesmo após a retirada dos aguapés do Rio Itapecerica, finalizada em dezembro, o cenário visto no rio ainda não tem sido o ideal – além do baixo nível da água, ainda é possível ver aguapés que ficaram presos às margens do Rio. Para fazer a retirada dessas plantas e evitar que haja a mesma proliferação ocorrida no ano passado, a Prefeitura tem realizado uma manutenção nas margens, retirando o restante do material que ficou para trás.
De acordo com o secretário municipal de Operações Urbanas (Semop), Dreyfus Rabello, esse trabalho tem ocorrido desde que as máquinas finalizaram a retirada e foi necessário porque em alguns pontos o maquinário não conseguiu alcançar as plantas. “Ou era raso, ou tinha pedra, ou tinha pau. Ou seja, alguma coisa que impedia”, explica. Na tarde de ontem, por exemplo, os funcionários da secretaria faziam a retirada do material próximo ao calçadão do bairro Porto Velho.
Segundo o secretário, essa manutenção será constante no município, desde que haja necessidade. “Havendo alguma rebrota, proliferação, ou incidência de algum aguapé que tenha descido e se agarrado, essa equipe vai estar fazendo [a retirada]”. Para o ambientalista Jairo Gomes, o ideal é que houvesse uma equipe para monitorar o Rio Itapecerica durante todo o ano, principalmente na época da sua maior incidência.
“O aguapé começa a descer o rio no inverno, logo na segunda quinzena de maio. Como ele chega a Divinópolis e pega um rio totalmente contaminado e poluído pelo esgoto, tanto doméstico quanto industrial, ele encontra a condição propícia para virar um tapete verde. Se tivesse uma equipe para monitorar o rio, essa equipe atuaria o ano inteiro, visitando a sua margem e mantendo a limpeza”, argumenta Jairo.

 

ESTIAGEM E MORTE DE PEIXES
O forte período de estiagem pelo qual tem passado praticamente toda a região, além de contribuir para a baixa do rio, é também um fator que tem provocado outras consequências para o Itapecerica. Jairo lembra que a falta de chuvas faz com que a área de vegetação do município continue bastante seca, impedindo o abastecimento do lençol freático. “Hoje temos uma situação de inverno – rio com nível baixo e pouca chuva – em pleno verão. O rio deveria estar hoje com uma lâmina de no mínimo 40 cm a mais. Mas está com uma lâmina muito baixa”, relata o ambientalista.
O baixo nível da água, associado à alta carga de esgoto que é jogado in natura no rio pode ser também o causador de mortandade de peixes do rio, situação que já foi registrada diversas vezes no município. “[Com a falta de oxigênio debaixo d’água], os peixes buscam na superfície. Aí não conseguem processá-lo e morrem. Isso acontece quase que frequente”. Segundo o ambientalista, nenhuma medida é tomada pelo município para conter ou prevenir o problema. Já a Prefeitura se defende, dizendo que a mortandade de peixes “foge à sua alçada” e que somente as chuvas poderiam acabar com o problema.

 

ESGOTO
Com relação ao esgoto que é jogado no rio, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) esclareceu em nota que, conforme o contrato de programa assinado com o município em 2011, a Companhia participa da revitalização e recuperação do rio Itapecerica por meio da operação do sistema de esgotamento sanitário. “Essa operação, além da adequada manutenção preventiva e corretiva das unidades em funcionamento, visa a implantação de novas redes coletoras e interceptoras e, principalmente, do tratamento de esgoto até 2016”, explica o comunicado.
A Companhia ainda se pronunciou dizendo que além da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do rio Pará e seus interceptores, em operação desde 2013, já foi publicado o edital relativo à concorrência para continuidade da implantação do sistema de esgotamento sanitário de Divinópolis. “O licenciamento ambiental e a liberação de áreas já estão sendo efetuados, de modo a permitir o início das obras ao final do processo licitatório”, finaliza.

 

Crédito: Lorena Silva

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.