sexta-feira, 30 de Outubro de 2015 09:37h Atualizado em 30 de Outubro de 2015 às 09:38h. Pollyanna Martins

Prefeitura retira catadora de recicláveis que intimidava comerciantes do Costa Rangel

A medida foi tomada após o jornal Gazeta do Oeste publicar uma matéria exclusiva, relatando a situação. A catadora intimidava os comerciantes do edifício, os moradores da região, e quem passava pela rua

A Prefeitura Municipal retirou na tarde dessa quarta-feira a catadora de recicláveis, que acumulava o material na porta do edifício Costa Rangel. A medida só foi tomada após uma matéria exclusiva publicada no jornal Gazeta do Oeste, no dia 22 de outubro. Além de ocupar grande parte da calçada, a mulher intimidava os comerciantes do prédio, os moradores da região e até mesmo quem passava pelo local.

O assunto ganhou repercussão na semana passada, e até mesmo a Polícia Militar (PM) procurou o jornal Gazeta do Oeste para saber quem eram as pessoas entrevistadas, para, assim, tomarem as devidas providências. Segundo o síndico do edifício, Ronaldo Sales do Nascimento Junior, a Prefeitura já havia sido notificada sobre o assunto, mas o órgão alegava que não poderia solucionar o problema, pois a catadora não aceitava o tratamento médico. Em nota, na matéria divulgada no dia 22, a Prefeitura disse que tinha “limitações constitucionais, já que a mesma não pode ser considerada moradora de rua. Segundo a assessoria de imprensa, a mulher se nega a frequentar os serviços da Semds, como o Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, Centro Especializado de Assistência Social – CREAS ou a Casa de Acolhimento de Pessoas em Situação de Rua”.

Apesar de a mulher já ter agredido fisicamente um homem, após ele ter pedido que ela se retirasse do local, nada ainda havia sido feito. Esta semana, a situação mudou, e a Prefeitura tomou uma atitude em relação ao problema. Em nota, a assessoria de imprensa informou que “Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) abordaram a catadora na porta do Edifício Costa Rangel na tarde de quarta feira. A aproximação foi acompanhada pelos familiares da catadora. A mesma foi encaminhada para o Serviço de Referencia em Saúde Mental (Sersam), para iniciar um tratamento. Já o material recolhido, foi encaminhado para uma empresa de reciclagem”.

 

 

ALÍVIO
Ainda de acordo com a Prefeitura, o material foi retirado pela família da moradora, e não pelo órgão. Já é possível notar o impacto da limpeza realizada. Os comerciantes estão aliviados com a atitude. “Eles [a Prefeitura] diziam que estavam tentando, mas não tinham como tirá-la daqui. O poder público não se manifestou, e até então, ninguém havia feito nada ainda”, afirma a proprietária de uma loja. A proprietária ressaltou também, que o síndico do edifício tentava há bastante tempo uma solução para o problema, mas só depois da cobertura da mídia, é que uma providência foi tomada. “Depois da reportagem do Gazeta foi tudo rápido. Ela [catadora] passava as noites de frio e de chuva dormindo junto com o lixo. Nós ficávamos com medo dela, as pessoas que passavam também ficavam. Ela era agressiva, não tinha noção do que estava fazendo, ela portava facas, a gente tinha medo de que ela agredisse alguém. Então acho que todo mundo saiu ganhando”, conclui.

Quando questionada sobre o motivo da retirada da catadora ter sido feita só agora, uma vez que o problema existia há dois anos, a assessoria alegou que estava buscando uma forma de retirar a moradora do local, porém encontrava dificuldades. Ainda segundo a assessoria, a Prefeitura precisava da autorização dos familiares para a retirada dela da porta do prédio.

 

Colaboração: Rafael Camargos
Créditos: Rafael Camargos

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