sexta-feira, 12 de Maio de 2017 15:37h PMD

Prefeitura solicita inquérito para apurar insinuação de corrupção

A Prefeitura de Divinópolis solicitou instauração de inquérito policial para apurar frases do empresário do segmento de locação de máquinas Geraldo Barros que insinuam corrupção na administração municipal. As falas de Barros, amplamente divulgadas no sítio web Divinews, colocam em dúvida os serviços prestados pelos funcionários públicos. O pedido foi entregue ao Delegado Regional da Polícia Civil, Leonardo Pio, na terça-feira (10/05).

De acordo com o requerimento assinado pelo procurador-geral do município, Wendel Santos de Oliveira, e pelo procurador-geral adjunto, Aguinaldo Henrique Ferreira Lage, inquérito policial solicita-se para elucidar os fatos ventilados pela matéria jornalística.

De acordo com o sítio web Divinews, Geraldo Barros insinua crime de corrupção na administração pública. “Sr. Geraldo Barros, o senhor acabou de falar que existem suspeitas de que se sair uma gorjeta, passa? – O empresário, desta vez não tão enfático respondeu: ‘Não estou afirmando! Não estou afirmando! Todo mundo está ouvindo. Deixar bem claro. (ouve-se burburinho de outras vozes, dizendo que a rádio peão fala) Geraldo então, dirige-se a um outro engenheiro (João Pedro) presente na reunião, que reforça dizendo que a rádio peão fala. Geraldo Barros, volta a frisar: Então não sou eu Geraldo Barros que está denunciando, a rádio peão fala. Agora ninguém prova”, segundo o Divinews.

No pedido, os procuradores municipais disseram que as frases de Barros colocam em xeque a credibilidade do serviço público. “As falas amplamente divulgadas na internet possuem o condão de levantar sérias dúvidas a propósito da lisura de comportamento que se espera de todo servidor público e, acima de tudo, colocam em xeque a credibilidade da administração pública e a capacidade desta de prestar aos administrados um serviço probo, eficiente e de qualidade”, destacou os procuradores.

Ainda de acordo com o pedido, a matéria jornalística em questão não nomina nenhum dos pretensos agentes públicos corruptos, mas insinua a existência deles. “Circunstância duvidosa, com a qual a administração não pode conviver; isto a bem de regularidade dos serviços e da presunção de legitimidade afeta aos atos de fiscalização. Os comentários que seguiram a publicação bastam para ter como imprescindível a urgente apuração dos fatos. Ademais, o próprio setor citado na reportagem ressentir-se-ia diante da falta de investigação mais aprofundada apta a demonstrar a correção funcional de cada um dos integrantes”, afirmou o pedido.

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