quinta-feira, 27 de Junho de 2013 05:26h Carla Mariela

Presidente da Ascadi solicita mais atenção do Poder Executivo e Legislativo

A presidente da Associação dos Catadores de Divinópolis (Ascadi), Lucinéia da Silva, compareceu na Câmara na última terça-feira (25) durante reunião ordinária, junto com o marido Raimundo Nonato, no qual já foi presidente desta associação, para solicitar

A presidente da Associação dos Catadores de Divinópolis (Ascadi), Lucinéia da Silva, compareceu na Câmara na última terça-feira (25) durante reunião ordinária, junto com o marido Raimundo Nonato, no qual já foi presidente desta associação, para solicitar mais atenção dos vereadores com a entidade, uma vez que o local está passando por necessidades.

De acordo com Lucinéia da Silva, a empresa Via Solo, que colabora com o serviço realizado pelos catadores, está demorando aproximadamente 15 dias para buscar o lixo na Ascadi. Segundo ela, uma vez que isso ocorre, os catadores estão fazendo o papel que é da empresa, nesse sentido, ficando cansados e desanimados de trabalhar na associação. “A Via Solo não está fazendo a parte deles com a coleta coletiva, dessa forma, está vindo mais lixo para a Associação da reciclagem. Por isso viemos até a casa legislativa para pedir os vereadores que olhe para a Ascadi”, afirmou.

A presidente ainda afirmou que o governo liberou uma bolsa para os catadores que chegará no dia 1º de julho. O objetivo desta bolsa é complementar o salário que o catador recebe. Embora esta notícia seja boa, para Lucinéia da Silva, os catadores precisam ser mais valorizados, eles deveriam ter mais atenção vinda por parte tanto do Poder Legislativo, quanto do Poder Executivo. “Na Ascadi tem mais lixo do que reciclagem. O catador que chega de segunda a sexta para trabalhar está trabalhando só pelo menos dois dias da semana. Antes a pessoa trabalhava de segunda a sábado, tinha um ótimo salário, e hoje já não está tendo mais catadores. Eles estão saindo da Associação porque o ganho está sendo pouco não tendo condições para sustentar suas famílias”, destacou.

Além disso, ela acrescentou que existe a falta de materiais que não estão chegando à Associação pelo fato da coleta seletiva não está sendo bem feita, que tem lixo para recolher na Associação desde o fim do mês passado. Antes um catador tirava R$1.300,00 e hoje estão tirando R$600,00.

Entretanto, a presidente acrescentou que a Associação contava com aproximadamente 23 catadores e hoje tem apenas 18. Para ela, não adianta os moradores ajudar se também os vereadores junto com a prefeitura não ajudar.

Outra reivindicação que Lucinéia da Silva apresentou foi em relação ao veículo para a busca nas empresas de materiais recicláveis. Segundo ela, o caminhão que tinha para o desenvolvimento deste trabalho, a prefeitura retirou alegando que está estragado, com isso a Ascadi já perdeu 12 parcerias. Hoje, a Associação depende só da Via Solo.

Conforme a assessoria da prefeitura, o órgão já presta serviço de outra forma em prol da Associação. Este serviço é realizado por meio do aluguel do banco de triagem da Ascadi no valor aproximadamente de R$3 mil, que já contribui com a separação do lixo, talvez se não houvesse este armazenamento de triagem não teria como os catadores fazer a separação. Ainda de acordo com a assessoria, hoje, a associação é de responsabilidade da Via Solo e que o Poder Executivo colabora até na medida do possível. Em relação ao caminhão, a assessoria informou que o veículo teve que ser remanejado para a área do setor de obra e talvez por esta necessidade de remanejá-lo, causou este transtorno.

O engenheiro responsável da Via Solo, Rodolfo Fernandino, explicou que a coleta ocorre normalmente, porém o que está ocorrendo é a questão do horário que não está coincidindo.

Segundo o engenheiro, a rota para fazer a coleta é noturna e quando o caminhão chega para fazer a coleta à Associação já está fechada. Conforme Rodolfo Fernandino, a Via Solo apoia a associação, mas que a única coisa que está faltando é só o consenso no horário para que a coleta possa ser feita sem nenhum tipo de transtornos. Ele finalizou dizendo que na semana passada a coleta ia ser realizada, mas que ao chegar, não havia ninguém no local.    

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