quinta-feira, 20 de Agosto de 2015 11:43h Atualizado em 20 de Agosto de 2015 às 11:46h. Lorena Silva

Presidente do Sindicato Rural fala sobre as atrações da Agro-Divinaepô

A partir das 14h, o Parque de Exposições de Divinópolis estará com os portões abertos para receber o público da cidade e região

Alguns serviços da Prefeitura de Divinópolis serão mantidos durante a paralisação prevista para a próxima segunda-feira (24). De acordo com o Executivo, o edifício sede da Prefeitura na Rua Pernambuco estará fechado. No entanto, na área da saúde, serviços considerados essenciais estarão em funcionamento, como a UPA 24h, as Unidades Especiais de Assistência à Saúde (Ueas) e o Serviço de Referência em Saúde Mental (Urgência e Emergência, Caps III, Caps AD).

As Unidades Básicas de Saúde (ESF e centros de saúde convencionais) funcionarão em expediente reduzido das 7h às 12h, sem alterações na sua rotina assistencial durante o período de funcionamento. Escolas municipais, Serviço Municipal de Luto e a coleta de lixo também funcionarão normalmente. Na área social, os serviços de abordagem a população de rua e o Centro do Migrante funcionam.

A interrupção das atividades do Executivo se deve ao movimento, “Crise nos municípios: prefeituras de Minas param por você”, apoiado pela Associação Mineira de Municípios (AMM), cujo objetivo é manifestar contra o arrocho financeiro pelo qual vem passando os municípios mineiros. Além disso, é uma forma de cobrar dos governos federal e estadual o cumprimento das responsabilidades com as prefeituras.

 

 

ADESÃO

A adesão de Divinópolis ao protesto foi decidida em uma reunião entre os prefeitos que compõem a Associação dos Municípios da Micro Região do Vale do Itapecerica (Amvi) na tarde da última terça-feira. Entre as reivindicações dos municípios estão a recuperação do Fundo de Participação de Municípios (FPM), a redistribuição da arrecadação de impostos, definição dos repasses pendentes dos convênios entre a União, estados e municípios e revisão do Pacto Federativo.

“A nosso ver é necessária [a paralisação], contra a nossa vontade, mas importante tendo em vista que a situação dos municípios está cada vez mais insustentável.  Sempre com mais obrigação e menos recurso para avançar na saúde e educação principalmente. Para isto a gente tem que dar um grito, e este grito será na próxima  segunda-feira, quando as prefeituras param em protesto, para o município ficar melhor e mais forte”, destacou o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, que também é vice-presidente de Gestão Pública da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) .

Para o presidente da Amvi, o prefeito de Iguatama,  Leonardo Muniz,  a paralisação se faz necessária por ser um protesto em defesa das cidades e da população. “Será uma mobilização conjunta, [pela qual] vamos mostrar para todos a grande dificuldade dos municípios vem atravessando. Ao longo do tempo, as perdas do FPM são enormes e não são compensadas pelo governo federal. É um problema grave porque não tem como a gente planejar”, relatou.

 

 

PARTICIPAÇÃO

De acordo com a AMM, cerca de 600 prefeituras mineiras confirmaram a participação na paralisação geral dos serviços municipais. Segundo o presidente da associação, Antônio Júlio de Faria, o desequilíbrio financeiro nas contas dos municípios trazem reflexos negativos que dificultam a execução das políticas públicas. “Os repasses do governo federal e estadual são as maiores fontes de receitas da maioria dos municípios, quando não é a única fonte. E esses repasses estão diminuindo cada vez mais, forçando os prefeitos a tomarem decisões drásticas para conseguirem atender as demandas da população.”

 

 

Crédito: Divulgação/PMD

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