quinta-feira, 1 de Março de 2012 09:05h Atualizado em 1 de Março de 2012 às 10:13h. Marina de Morais

Príncipe herdeiro da coroa visita Divinópolis

Ontem Divinópolis recebeu a visita do príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Ele é membro da família imperial brasileira, bisneto da princesa Isabel

Ontem Divinópolis recebeu a visita do príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Ele é membro da família imperial brasileira, bisneto da princesa Isabel. A visita começou por volta das 10h15 na Avenida JK, próximo ao Corpo de Bombeiros. Logo após o príncipe foi conduzido até a Catedral do Divino Espírito Santo, onde foi recebido pelo prefeito Vladmir Azevedo e pela banda da Polícia Militar. Às 11h foi realizada a missa especial para recepção do príncipe, celebrada pelo Bispo Dom Tarcísio. Durante a missa, sentaram-se ao lado do príncipe o prefeito e o presidente da Câmara Municipal, Anderson Saleme.
Após o ato solene e religioso, foram feitos os pronunciamentos. Anderson disse que a presença do príncipe na cidade é muito importante devido à história, tanto da cidade quanto da sua relevância no que diz respeito à Coroa Portuguesa. O Príncipe contou que ficou emocionado por ver as autoridades do poder público da cidade o receberem na porta da igreja. Ele afirma que esta harmonia entre governo e igreja é muito positiva. Em entrevista coletiva, Dom Bertrand diz que o nome da cidade chamou muito sua atenção, pois ele reflete a fé da população na religião.
O príncipe esteve no dia 28 em Belo Horizonte e no dia 29 durante o dia em Divinópolis e à noite em Bom Despacho, para aula inauguração da Faculdade de Direito da cidade. Ele explica que as viagens possuem uma finalidade maior. “O objetivo é rememorar o povo brasileiro do seu passado histórico, seu passado glorioso. Porque é indispensável que o Brasil saiba de onde veio, saiba que tem um futuro, que há projeção desse passado no presente e depende disso o desenvolvimento no Brasil”, afirma. Ele ainda ressalta que outro objetivo das visitas é manter as tradições brasileiras.
O prefeito Vladmir Azevedo se diz muito satisfeito com a visita do príncipe e ainda explica a relevância de Divinópolis dentro do contexto histórico da Coroa Portuguesa. “Receber a descendência da família real portuguesa em Divinópolis e o movimento monárquico brasileiro representa uma página importante da nossa história e tem uma ligação grande com antes da nossa emancipação [da cidade]. O movimento ferroviário no Brasil iniciou-se muito forte na gestão de Dom Pedro II. Nessa época Divinópolis já começava a respirar o ar de ser uma cidade ferroviária. E receber o príncipe aqui é significativo nesse momento mágico importante também da nossa história do centenário da grande cidade de Divinópolis. Então, é com muita alegria que a gente recebe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, com toda sua comitiva do movimento monárquico brasileiro, nesse ato solene e ao mesmo tempo religioso na Catedral”, ressalta.
No período da tarde foi realizada uma palestra ministrada pelo príncipe, no auditório da sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) de Divinópolis, no bairro Esplanada. Antes de ser cedida a palavra para Dom Bertrand, foi realizada a homenagem da Confraria Brasil/Portugal ao representante da coroa. Foram recitados poemas, entregues uma cesta de livros e um documento formalizando sua honorabilidade à cidade. Várias pessoas aproveitaram o momento até então único vivido em Divinópolis para fazer fotos ao lado do príncipe e poder cumprimentá-lo.
A palestra teve como tema: “Como avançar na Educação segundo a ótica monárquica”. Personalidades representantes do poder público local como a vereadora Heloísa Cerri e a secretária municipal de educação Eliana Cançado estiveram no local.
Durante a palestra, o príncipe falou da participação de Portugal para a história do mundo, sob a perspectiva da Coroa Real. Em uma de suas citações, ele conta que Portugal, enquanto “um pequeno país, uma pequena nação, encravada entre o Atlântico e a Espanha, conquistou, quando tinha menos de 1 milhão de habitantes, a metade do mundo”. Ele ainda afirma que a maior preocupação portuguesa era a expansão da santa fé.
O príncipe comenta sobre a carta escrita por Pero Vaz de Caminha ao rei português. Segundo o herdeiro da Coroa, durante o “achamento”, como ele mesmo diz, do Brasil, havia uma grande harmonia entre índios e portugueses. “Caminha descreve uma cena, onde houve os primeiros contatos entre os índios e os portugueses. Os índios ajudando os portugueses a levantar o primeiro monumento que foi plantado na Terra de Santa Cruz, que foi exatamente uma cruz. Depois Caminha descreve os índios assistindo a primeira missa, que foi o primeiro ato público da nossa história”, explica. Ainda de acordo com ele, havia muito respeito por parte dos índios e portugueses durante a Santa Missa – os índios seguiam os atos e movimentos dos portugueses durante a cerimônia.

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