terça-feira, 7 de Abril de 2015 10:40h Atualizado em 7 de Abril de 2015 às 10:52h. Lorena Silva

Problemas com obras da Central de Regulação atrasam implantação do Samu

Serviço estava previsto para ser implantado ainda no primeiro semestre, mas deve entrar em funcionamento somente no final do ano

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estava previsto para funcionar já neste primeiro semestre, deverá ser implantado somente no final do ano. O principal motivo para o adiamento foi a possível mudança no local onde vai funcionar o Complexo Regulador – estrutura que operacionaliza as ações do serviço. Inicialmente, a ideia era que ele funcionasse em um terreno ao lado de onde será o Hospital Público, no bairro Realengo.
Com o atraso no início das obras da Central de Regulação, dois locais estão sendo cogitados para abrigar o Complexo, sendo o primeiro deles onde hoje funciona a sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência da Região Ampliada Oeste (Cis-Urg Oeste), na Unidade II do Hospital São João de Deus (HSJD) – antiga Unidade de Pronto Atendimento Central. Já o segundo seria em um imóvel próprio da Prefeitura, cuja localização não foi divulgada pelo Consórcio.
A necessidade de modificação do local surgiu a partir de uma reunião que ocorreu entre o Consórcio e a secretária adjunta de Estado de Saúde, Alzira de Oliveira Jorge, no dia 12 de março, em Belo Horizonte. Na ocasião, prefeitos e secretários de doze municípios da região que participavam do encontro expuseram a preocupação com relação à construção do Complexo, cuja obra estava orçada em R$ 5 milhões. O receio era de que a obra não fosse entregue no prazo de seis meses.
“Apesar de a obra ter um cronograma de seis meses, poderia haver problemas com recursos, licitação, atraso por tempo, pagamentos. Calcularam que, se fosse construir a Central de Regulação, com menos de um ano não implantaríamos o Samu aqui”, explica o secretário executivo do Cis-Urg Oeste, José Márcio Zanardi. De acordo com o secretário, o acordo era que a secretária viria a Divinópolis para dialogar melhor sobre o assunto e conhecer de perto a realidade do Consórcio.

 

ADEQUAÇÕES DO LOCAL
Antes da visita da secretária em Divinópolis, 48 dos 54 municípios que fazem parte do consórcio se reuniram em uma assembleia no dia 27 de março, em Divinópolis, para deliberar sobre a decisão de não construir o Complexo Regulador – sugerindo que o local fosse abrigado em um espaço que passasse somente por adequações para receber o serviço. “Um prédio pronto, para que a gente pulasse essa etapa da obra do Complexo Regulador, pelo menos por agora, para poder implantar o Samu o mais rápido possível”, esclarece José Márcio.
No dia 31 de março Alzira esteve em visita a Divinópolis e aprovou a sugestão dos municípios. “Ficou aprovado a gente apresentar a adequação desse espaço físico daqui [sede do consórcio] ou de um outro local. E o recurso que o Estado ia despender para pagar a construção do Complexo Regulador, nós acordamos que eles usariam para comprar o material [e equipamentos] das bases e das ambulâncias”, explica o secretário.
Segundo José Márcio, um engenheiro está analisando as plantas do local de acordo com as portarias que regulamentam a implantação do Complexo. A expectativa é de concluir essa etapa nos próximos dias e encaminhar a análise para a área de arquitetura e engenharia da Secretaria de Estado de Saúde (SES) avaliar já na próxima semana.

 

PROCESSO SELETIVO
O edital do processo seletivo que vai definir os profissionais que irão trabalhar no Samu era para ter sido publicado ainda em janeiro, conforme noticiou a Gazeta do Oeste no dia 15 daquele mês. No entanto, o procedimento também precisou passar por adequações, como a definição de que será realizado por meio de processo seletivo e a escolha da instituição que será responsável pelo processo – a Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei (Fauf).
“Eles têm uma expertise já por ser uma fundação, então dispensa-se licitação e já fizeram outros processos seletivos do Samu. Tivemos outras propostas, mas como a universidade também está sediada aqui na cidade e a gente pretende ter outras parcerias, como a capacitação do pessoal, convênio com o curso de Medicina, nós optamos por essa fundação”, aponta José Márcio.
A previsão é de que o contrato com a fundação seja assinado dentro de 20 dias. “Assim que fechar o contrato eles vão apresentar uma proposta de edital, a comissão analisa e, autorizando, na primeira quinzena de maio já deve ser publicado”, complementa o secretário.

 

REDE HOSPITALAR
Em novembro do ano passado uma oficina definiu quais serão as instituições que farão a composição da retaguarda hospitalar, compondo a Rede e recebendo as pessoas acolhidas pelo Samu. Os 18 hospitais que vão receber os recursos da Rede de Resposta foram divulgados em publicação do Diário Oficial do Estado, no dia 18 de novembro. De Divinópolis, o Hospital São João de Deus (HSJD) faz parte da rede.
A rede vai custar em torno de R$ 2,5 milhões por mês para o Estado, em um total de aproximadamente R$ 30 milhões por ano. Segundo José Márcio, em fevereiro os municípios receberam o recurso do Estado, referente aos meses de novembro e dezembro, para que já começassem a fazer os investimentos necessários. O pagamento dos outros meses foi aprovado na última semana e já deve estar liberado nos próximos dias.
Na próxima quinta-feira haverá uma reunião com os hospitais, na Superintendência Regional de Saúde (SRS), em Divinópolis, para definir como vai funcionar o fluxo dos hospitais até que o Samu inicie o atendimento. “Porque aí o Complexo Regulador vai ter um papel de fazer essa regulação de forma rápida, aceitar o laudo do paciente e o paciente chegar ao destino dele, independente se está vindo da ambulância do Samu ou na ambulância da Prefeitura”, argumenta o secretário.

 

AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
A aquisição dos materiais e equipamentos necessários para o funcionamento do Samu, como medicamentos, uniformes e materiais das ambulâncias deve ocorrer por meio de convênio com o Estado. Segundo o secretário, o orçamento de tudo que será necessário já foi feito e o consórcio aguarda apenas a assinatura do convênio com a SES.
Os recursos de equipamentos para garantir três meses de funcionamento do sistema foram calculados em R$ 7 milhões. Já as ambulâncias são licitadas pelo Ministério da Saúde, que disponibiliza os veículos aos consórcios por meio de doação. Aproximadamente 35 veículos serão cedidos à rede.

 

 

Crédito: Divulgação

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