sexta-feira, 28 de Agosto de 2015 10:07h Atualizado em 28 de Agosto de 2015 às 10:09h. Mariana Gonçalves

Problemas técnicos comprometem realização do “Quinta Cultural”

A 2° edição do “Quinta Cultural” prometia ser um grande evento, isso porque o projeto já estava sendo trabalhado há mais de um mês

A ação cultural levou toda uma estrutura de palco, cadeiras e barracas para a Praça Jovelino Rabelo (Praça da Rua São Paulo), no entanto, conforme disse o organizador do evento, Fernando Camilo, uma falha por parte da Prefeitura de Divinópolis por pouco não ocasionou o cancelamento das atividades culturais. “A Prefeitura é parceira, pagou parte do evento, mas foi muito irresponsável ao não providenciar, junto à Cemig, a ligação da energia na praça. Porque o padrão, a prefeitura instala, mas quem liga o padrão até a rede elétrica não pode ser uma empresa particular, tem que ser a companhia e isso não foi comunicado a ela antecipadamente. Daí, quando chegamos na praça para montar a estrutura, vimos que não tinha sido ligada a energia, com isso, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, acionou a Cemig e fez o comunicado”, afirma Fernando.
Ainda conforme o organizador do evento, esse problema técnico comprometeu todo o processo de planejamento das atividades programadas para a tarde de ontem. “Me senti muito desprezado, porque penso que é uma irresponsabilidade muito grande você esquecer de um detalhe tão importante como esse de ligar a energia elétrica para um evento desse. Acho isso de um amadorismo, de uma falta de sensibilidade, que eu chego até pensar que isso foi um boicote”, desabafa Fernando.
Há pouco mais de um mês, Fernando se reuniu com o secretário municipal de cultural, Bernardo Rodrigues, para traçar a organização do Quinta Cultural. Conforme ele nos contou, o evento estava previsto para ser realizado em julho, mas em comum acordo, eles acharam por bem fazer a ação em agosto, já que no mês pretendido a cidade recebia um evento cultural da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), e na região também acontecia outras ações culturais.
 

PREJUÍZO 

Foram convidados a participar do projeto estudantes das Escolas Estaduais Padre Matias Lobato e Joaquim Nabuco, mas em função do atraso, da falta de energia, o início das atividades foi atrasado, por consequência, os estudantes do Joaquim Nabuco não puderam esperar e retornaram à unidade escolar. “As atividades que planejamos tiveram que ser executadas pela metade, devido a um grave erro. Existe um compromisso da escritora convidada, Terezinha Fonseca, de que ela vá até as escolas que perderam sua apresentação aqui no evento, para que então, eles tenham a oportunidade de também assistir o que estava programado para acontecer no Quinta Cultural”, encerra Fernando
Além da contação de história e das apresentações musicais, quem pôde participar do evento visitou as barracas de artesanatos, tenda literária e um stand de artes plásticas da artista Carol Canto.

 

ACORDO

Conforme a assessoria de comunicação da Prefeitura nos informou, inicialmente foi acordado que a energia elétrica usada para o evento seria puxada por um fio vindo da Câmara Municipal, no entanto, quando os equipamentos de som chegaram à Praça, a organização achou por bem não fazer a ligação na Câmara, porque a potência dos equipamentos poderia ocasionar uma queda das chaves de energia na Casa Legislativa, sendo assim, foi pedido de urgência pela Prefeitura a ligação de energia da Cemig.
O evento estava agendado para às 14h, a equipe da Cemig chegou ao local para ligar a energia por volta das 15h.

 

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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