sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016 08:43h Mariana Gonçalves

Procon alerta para proibições na lista do material escolar

Todo início de ano, a cena se repete: pais desesperados com imensas listas de material escolar para adquirir

Além do desconforto de enfrentar lojas cheias e preços elevados, não é incomum achar nas listas de material escolar pedido de itens estranhos e até considerados abusivos. Existem inclusive casos no qual a escola orienta ou mesmo condiciona que os pais adquiram os materiais no próprio estabelecimento, o que é proibido.
Nossa reportagem conversou com a fiscal do Proncon de Divinópolis, Gláucia Aparecida dos Reis, que nos explicou o que é plausível ou não constar em uma lista de material escolar. “O que é obrigação dos pais levarem são os materiais de uso individual, como caderno, livro, régua, caneta e lápis e escrever e de cor. Agora, detergente, papel higiênico, sabonete ou outros materiais de limpeza e higiene são de responsabilidade da escolar ter, e não dos pais levarem”, afirma.
Os pais que desconfiarem que a lista de material de seus filhos tenha alguma irregularidade podem reclamar primeiro na escola, não resolvendo, a orientação da fiscal é procurar a Secretaria de Educação. No caso das escolas particulares, o Procon é que deve ser acionado.
Os materiais cobrados na lista devem ter seu uso justificado. Os itens usados na produção pedagógica precisam ser precedidos de um plano de aula.
O ano letivo em Minas Gerais vai ter início no dia 11 de fevereiro e vai terminar em 14 de dezembro. Em julho, o recesso será entre os dias 18 e 31. Respeitadas as normas legais, cada escola deverá elaborar seu calendário, que deve ser discutido e aprovado pelo Colegiado Escolar, com ampla divulgação para servidores, alunos e pais de alunos.

DICAS PARA ECONOMIZAR

Gláucia chama a atenção para alguns simples atos que podem ajudar os papais a economizarem na hora de ir às compras dos materiais. O primeiro deles é reciclar os objetos que ainda estejam aptos ao uso, como estojo e até mesmo aqueles lápis de cor que não foram completamente gastos no ano anterior. Outra dica que também faz a diferença é realizar as compras em conjunto com outros pais. Isso dará maior chance para negociar menores preços. Basta juntar duas ou três famílias com filhos nas mesmas séries.
Não se deixar levar somente pelos desejos dos filhos, eles são influenciados pelos amigos e pelo marketing publicitário, por isso, vão querer sempre produtos da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso, o que faz com que os preços desses produtos fiquem muito mais caros. Para evitar ceder aos impulsos dos filhos, os pais devem ter sempre em mão uma lista do que é realmente necessário e conversar com os filhos para que entendam a diferença e a utilidade dos materiais.
Na hora da compra, é fundamental saber falar e se expressar, buscando a melhor opção de pagamento. Para isso, a disciplina é fundamental, com uma boa abordagem, para que a obtenção do melhor preço ocorra de forma segura e inteligente. Sempre pergunte quanto custa o produto à vista, isso ajudará muito.
Atualmente, a compra pelo mercado eletrônico vem crescendo e há casos em que o preço das lojas virtuais cobre o preço das lojas de rua e dos shoppings, que têm custos de marketing, locação e funcionários. Já as lojas eletrônicas, só têm o custo do produto e da logística para entrega. O único problema é que o prazo de entrega pode ser um pouco maior, por isso, é preciso comprar com maior antecedência.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

 

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