terça-feira, 8 de Março de 2016 09:32h Mariana Gonçalves

Produtos básicos da alimentação continuam com valor elevado em Divinópolis

Na medida do possível, os divinopolitanos têm evitado as idas rotineiras aos supermercados e sacolões, isso porque o preço de alimentos tradicionais da mesa dos brasileiros tem chamado a atenção dos bolsos dos consumidores

Na medida do possível, os divinopolitanos têm evitado as idas rotineiras aos supermercados e sacolões, isso porque o preço de alimentos tradicionais da mesa dos brasileiros tem chamado a atenção dos bolsos dos consumidores, sim, está mais caro! A afirmação é comprovada pela pesquisa mensal de custo da cesta básica, realizada pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec), ligado à Faced em Divinópolis.
O custo da cesta de alimentos básicos de janeiro registrou leve majoração em relação ao mês de dezembro, no entanto, o custo dos alimentos básicos ainda mantém sua trajetória de crescimento no município.

 

 


De acordo com o estudo realizado pelo Nupec, novamente, o custo da cesta básica registrou recorde em relação a toda a série histórica iniciada em 2006, passando a valer R$ 332,71 contra os R$ 330,06 de dezembro. Com o novo valor, o custo da cesta cresceu 0,8% em comparação ao mês de anterior. Em doze meses, o custo da cesta mantém um forte ritmo de crescimento, de 26,5%, variando de R$ 263,04 para os atuais R$ 332,71.
A alta do valor da cesta básica foi influenciada, principalmente, pelas elevações dos seguintes produtos: feijão 11,7%, tomate 7,76%, óleo de soja 5,75% e açúcar 4,49%.

 

 

 

VILÃO

O preço do feijão apresentou elevações em todas as regiões do Brasil em janeiro. O excesso de chuvas em Minas Gerais e São Paulo também tem afetado negativamente a produtividade do feijão, que, por sua vez, apresenta um volume colhido menor do que o esperado, refletindo diretamente nas cotações dos preços. O preço do feijão em Divinópolis vem sofrendo gradativas elevações desde agosto, quando o preço médio do quilo era de R$ 2,28, passando para R$ 5,08 em janeiro.

 

 


O tomate tem sido afetado diretamente pela instabilidade climática desde 2015, as altas temperaturas refletem na produtividade da fruta, causando queda na qualidade e, consequentemente, menor oferta e maior preço. No primeiro mês de 2016, o preço médio do quilo do tomate em Divinópolis ficou na casa dos R$ 5,86.
Os preços do óleo de soja estão sofrendo forte influência da desvalorização do real em relação ao dólar, observada nos últimos meses, assim, há uma tendência do aumento das exportações, o que afeta a disponibilidade da soja e seus derivados no mercado nacional gerando escassez e elevações de preços.
As cotações do açúcar foram fortemente afetadas pelas instabilidades climáticas e pela diminuição da oferta no mercado interno, uma vez que os produtores estão direcionando a safra de cana de açúcar para a produção de álcool.

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