quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 11:17h

Produtos da agricultura familiar de Ouro Verde de Minas melhoram a merenda nas escolas e a vida do produtor

Em Ouro Verde de Minas, Nordeste do Estado, a parceria entre Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), escolas públicas, agricultores familiares e Prefeitura municipal promoveu uma melhoria na qualidade do cardápio da me

Em Ouro Verde de Minas, Nordeste do Estado, a parceria entre Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), escolas públicas, agricultores familiares e Prefeitura municipal promoveu uma melhoria na qualidade do cardápio da merenda escolar, depois da implantação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), há cinco anos.
Para fazer o programa funcionar na cidade, os parceiros se articularam para incentivar o agricultor familiar a vender para as escolas, pois eles tinham descrença e desinteresse. A estratégia encontrada foi lançar o edital juntos, solicitar os mesmos produtos para o mesmo agricultor, eliminar a concorrência entre eles. Agora, quando o agricultor sai para entregar um produto, leva grande quantidade e distribui em todas as escolas, favorecendo o seu trabalho e o lucro.
A estratégia deu certo. A diretora da Escola Estadual Elisa Leal, Maria José Lima, conta que depois que a escola começou a comprar dos agricultores familiares, está fornecendo uma alimentação muito mais adequada para o desenvolvimento do aluno. Por isso ela não pretende ficar restrita aos 30%. “Nós queremos ampliar a compra. A meta é que de 2 a 3 anos a merenda seja produzida com 70% de produtos da agricultura familiar”.
Segundo a nutricionista municipal, Viviane Barros, responsável pelo cardápio das escolas estaduais Elisa Leal e Vereador Luzo de Freitas, e escola municipal Pingo de Gente, depois que elas começaram a comprar dos agricultores familiares, o cardápio ficou nutritivo. “Antes a alimentação era baseada em carboidratos. Hoje é mais saudável, com inserção de hortaliças, leite, frutas, farinha, rapadura, bananada e feijão, comprados no município, dos agricultores”.

Fonte de renda
O extensionista da Emater-MG, Ricali Abreu, relata que a certeza do recebimento incentivou o agricultor a vender para as escolas. “O agricultor Ismael, por exemplo, da comunidade de Três Pedras, fornece feijão para as escolas de Ouro Verde há quatro meses, por meio do PNAE, e percebendo a garantia do pagamento, pretende ampliar o mercado ”.
O produtor Ismael Gomes mora no povoado de Dois Irmãos. Ele conta que depois que começou a fornecer para o programa do Governo, está escoando toda a produção. “Agora trabalho com mais entusiasmo”, diz. E devido aos lucros, irá buscar outros mercados.“Quero vender também para as escolas das cidades vizinhas”, planeja.
Ricali Abreu informa que a demanda de feijão é de 450 quilos por mês. “O produtor tomou gosto, além de vender para o PNAE está incluído em outros programas como o Minas Sem Fome, o Pronaf e o PAA, onde fornece abóboras”. Os produtos da agricultura familiar se tornaram a principal fonte de renda da família de Ismael, e se transformaram numa verdadeira refeição nas cantinas das escolas. Além disso, com dinheiro no bolso, os agricultores movimentaram o comércio da cidade.

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