sexta-feira, 18 de Março de 2016 10:37h Atualizado em 18 de Março de 2016 às 10:40h. Jotha Lee

Professores da rede municipal de ensino podem aderir à greve dos servidores da Prefeitura

Assembleia da categoria, marcada para o dia 31, votará a decisão

Os professores da rede municipal de ensino poderão aderir à greve dos servidores da prefeitura, cujo início está programado para o próximo dia 28. A campanha salarial dos professores foi deflagrada no dia 24 de fevereiro e o reajuste pedido pela categoria é superior ao aumento pretendido pelos demais servidores do município e que foi negado essa semana pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). Os servidores aprovaram reivindicação de 12% de reposição das perdas, mais 8% de ganho real, totalizando 20%, além de aumento do ticket refeição dos atuais R$ 7 para R$ 20. Já os professores da rede municipal querem 12% de reposição da inflação, mais 14% de ganho real, totalizando 26% de reivindicação para o aumento salarial desse ano. Os professores querem, ainda, a elevação do ticket refeição de R$ 7 para R$ 21.

 

 


O aumento reivindicado pelos professores certamente não será concedido pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). Na quarta-feira, o prefeito comunicou ao Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) a inviabilidade de conceder qualquer tipo de revisão salarial esse não, em razão da crise financeira que o município atravessa. O prefeito negou, inclusive, a concessão da reposição da inflação, que ele havia se comprometido com o Sintram no ano passado, como parte do acordo para aprovar modificações na política salarial do município.
De acordo com nota oficial do Sintram, ”uma grande campanha será feita para mobilização dos servidores e população para demonstrar o desrespeito e descaso da administração municipal com os trabalhadores”. Segundo o Sindicato, a paralisação de segunda-feira começará com uma concentração a partir de 7h em frente à prefeitura, na Rua Pernambuco.

 


EDUCAÇÃO
A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Municipal de Divinópolis (Sintemmd) recebeu ontem a tarde a confirmação de uma reunião marcada para hoje às 9h30, com o Conselho de Acompanhamento Administrativo e Financeiro da Prefeitura (CAAF). Nesse encontro, a exemplo do que ocorreu com os demais servidores do município, a diretoria do Sintemmd ouvirá que a prefeitura não tem condições de atender às reivindicações dos trabalhadores do ensino e que esse ano não será concedido nenhum reajuste nos salários da classe.
Ontem, a diretora do Sintemmd, Cida Oliveira, disse ao Jornal Gazeta do Oeste, que espera ouvir uma contraproposta da prefeitura na reunião de hoje com o CAAF. Informou, ainda, que os professores realizam assembleia no próximo dia 31, ocasião em que será discutido o resultado da reunião de hoje com os representantes da prefeitura. A sindicalista informou que se não houver proposta de reajuste para a categoria, a assembleia votará a adesão à greve dos demais servidores da prefeitura. “Depois que foi votado o fim do gatilho, nos não temos outra solução a não ser enfrentar a administração”, afirmou.

 

 


Cida Oliveira fez questão de frisar que a adesão à greve somente será decidida pelo voto. “Os professores e quem decidirão, o sindicato colocará a possibilidade em votação”, informou. Entretanto Cida Oliveira deixou claro que a possibilidade de adesão dos professores à greve dos demais servidores é real. “Há um momento que a gente tem que pressionar a administração e é na rua que a gente pressiona”, finalizou.

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