terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013 06:00h Paulo Reis

Professores Estaduais receberão prêmio por produtividade no final de março deste ano

A premiação está atrasada e corresponde ao resultado das provas de avaliação dos professores que foram aplicadas ainda no ano de 2011.

O prêmio é dado a todas as secretarias do estado de Minas Gerais. Os profissionais de educação vão receber o prêmio em 30 de março, um acréscimo calculado sobre o que foi produzido pelos profissionais de ensino. A premiação está atrasada e corresponde ao resultado das provas de avaliação dos professores que foram aplicadas ainda no ano de 2011.
A Coordenadora do Departamento de Políticas Sociais do Sind UTE sub sede Divinópolis afirma que depois dos gastos desnecessários com propagandas que não retratam a verdade sobre a prática da profissão no estado e ainda das exigências vindas do Sindicato, o governo decidiu realizar o pagamento do Prêmio de Produção, que como lembra Catarina Vale foi pago no de 2012 de forma parcelada.
O prêmio corresponde a uma avaliação desenvolvida a cerca de cada segmento das secretarias do estado, como saúde, meio ambiente e educação. Ele foi instituído em 2006 ainda no mandado do então governador Aécio Neves. É uma avaliação de desempenho que está ligada a proporção do que o profissional ganha.
Em contrapartida o Sindicato questionou se a produtividade do servidor não estaria sendo comprometida diante das condições precárias de algumas instituições como, por exemplo, das quadras de esporte.
A superlotação das salas também é outro fator que pode ser considerado ponto determinante para o não rendimento do professor e isso consequentemente pode prejudicá-lo quanto ao prêmio.
De acordo com Maria Catarina é uma situação muito difícil a realidade do servidor já que Minas é o estado que possui uma das melhores arrecadações do país. Tomando por base esta premissa ela ainda afirma que a luta pela melhoria salarial principalmente a aquisição do piso é um das grandes metas do Sindicato para este ano. No começo deste ano o governo concedeu 7,5% de aumento aos profissionais de educação.
Catarina coloca em questão qual a real necessidade de se investir tanto em um premio de produtividade como este e porque não injetar o montante numa política salarial favorável a toda a classe da educação. São ações desencontradas que permeiam a política pública, afirma.
A Coordenadora do Departamento de Políticas Sociais do Sind UTE ainda ressalta que é preciso uma melhora expressiva no que diz respeito às condições de trabalho para que o prêmio seja realmente pago na proporção que o educador merece, pois de nada adianta o profissional de educação ter capacidade e esta ser prejudicada pelas condições físicas e estruturais das escolas.
O subsidio ainda é uma das piores políticas remuneratórias sob a qual estão condicionados os trabalhadores de educação do estado, aponta Maria Catarina que ainda reforça que quando houve a proposta para a transição para esta política os servidores tiveram a liberdade de escolher entre ficar no regime antigo o que incluía o biênio, quinquênio, pó de giz e alternar para este novo. Na pratica isto também não foi respeitado já que muitos que escolheram permanecer no regime antigo foram obrigatoriamente subsidiados. Um fator de muita revolta para os profissionais.
Outra problemática apontada por Catarina é quanto a jornada de 16h de trabalho dos professores. E em último momento a resistência em não contratar professores de educação física para alunos de 1ª à 4ª série.
Diante deste regime que sob a ótica do Sindicato é Ditatorial, será realizado no próximo dia 05 de março o julgamento da Lei do Subsídio de 2010 no Tribunal de Justiça de Belo Horizonte. Catarina convoca os profissionais para que se mobilizem a porta do TJ. Durante a entrevista, Catarina Vale informou ainda que a nova Diretoria do SIND-UTE já tomou posse e divulgou a agenda de atividades para o ano de 2013. Segundo ela o governo mineiro insiste em manter uma resistência quanto a discutir e resolver os problemas enfrentados pela categoria.
Para muitos profissionais e também o Sindicato, o Subsídio veio como uma forma de destruir de vez toda uma história de lutas e direitos adquiridos ao longo dos anos pelos profissionais da educação, reforça Maria Catarina.
Já no dia 06 de março será realizada também a marcha pelo fim do fator previdenciário e que na oportunidade a CUT Minas estará disponibilizando um ônibus com saída de Divinópolis para que os trabalhadores possam participar do protesto em Brasília. Os interessados devem entrar em contato com o sindicato pelo telefone 3222-3326. Neste mesmo telefone os trabalhadores da educação que tem ressarcimento a receber do IPSEMG devem comunicar a situação e ajuizar ação para garantir o recebimento. Catarina do Vale informa que o prazo para requerer o benefício já está se esgotando.

 

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