terça-feira, 28 de Julho de 2015 11:04h Atualizado em 28 de Julho de 2015 às 11:06h. Mariana Gonçalves

Profissionais fazem manifesto em frente à Superintendência Regional de Ensino

Cartazes, faixas e apitos foram os materiais usados pelos profissionais da Superintendência Regional de Ensino, na intenção de atrair os olhares dos divinopolitanos para o movimento grevista que a categoria iniciou ontem

Os servidores se reuniram em frente à sede da Superintendência, na Rua Goiás, por cerca de duas horas para um protesto.

Conforme já adiantado pela Gazeta do Oeste na semana passada, a categoria reivindica a correção das tabelas salariais. A previsão é que a paralisação dure até o dia 18 de agosto, no entanto, a greve pode vir a ter fim antes dessa data, de acordo com o que determinar as negociações entre os servidores e o governo de Minas Gerais. Segundo o técnico da educação da Superintendência de Ensino, Orlando Gouveia, dia 4 de agosto haverá uma manifestação na cidade administrativa, em Belo Horizonte. Nessa mesma ocasião está programada uma reunião entre membros do governo e servidores. No dia 13, ocorrerá uma assembleia no Crea-BH, momento esse em que a categoria discutirá sobre as possíveis propostas do governo.

“Acredito que a nossa movimentação, a abertura de greve, já deve ter sensibilizado o governo. Além disso, eles sabem o que a nossa paralisação pode ocasionar, coisas que até não queríamos que acontecesse, mas deixar para discutir a tabela somente o ano que vem não tem jeito”, acrescenta.

A paralisação das atividades da Superintendência irá implicar em atrasos de atividades importantes, como o pagamento de ordens como merenda escolar, designações e fornecedores. Além disso, ficam prejudicados os processos de aposentadoria, concessão de benefícios dos servidores, antecipação das promoções por escolaridade, apoio pedagógico às escolas e ainda prejudica os censos estaduais e federais. “Queremos que o governo nos chame para conversar e defina datas. Ele simplesmente nos jogou para o ano que vem e nem nos deu uma explicação aceitável para isso”, afirma Orlando.

 

REPARAÇÃO SALARIAL

O movimento grevista busca principalmente a diminuição da diferença salarial entre os cargos de técnico da educação (TDE), e analista educacional (ANE). “Queremos a equiparação salarial do ANE com o TDE, e criar a proporcionalidade de 85% do início de carreira do ANE para o TDE. Em termos de valores seria para o técnico R$ 3 mil e para o analista R$ 3,9 mil o que não é muita coisa. Se você for analisar hoje as outras secretarias estão todas nesses patamares, isso se não estiverem além desses valores”, pontua o técnico da educação.


Crédito: Mariana Gonçalves

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