sábado, 13 de Junho de 2015 07:38h Atualizado em 13 de Junho de 2015 às 07:46h. Mariana Gonçalves

Projeto acadêmico avalia situação das águas de nascentes do município

Estudantes e professores da Funedi-Uemg, em parceria com a Associação Nascentes Bela Vista, realizam um trabalho de análise de águas das nascentes existentes em Divinópolis

Segundo o coordenador do projeto, professor Alysson Rodrigo Fonseca, a intenção é saber a real qualidade ambiental das nascentes, considerando principalmente o estado em que as águas se encontram.

“Analisamos aspectos fisioquímicos da água como, por exemplo, a temperatura, a turbidez, o PH e oxigênio dissolvido. Na parte biológica, observamos se há na água a presença de coliformes fecais, que são bactérias presentes no intestino de animais e seres humanos. Quando encontramos esses coliformes, temos um indicativo de que aquela água potencialmente está contaminada”, explica o professor.

Para Alysson, o projeto cumpre dois importantes papeis: o de promover conhecimento aos estudantes e ainda trazer a população divinopolitana, bem como a sociedade científica, informações valiosas sobre a água de nossa cidade. “Esse trabalho é uma capacitação para os nossos alunos, um treinamento para atuarem no mercado de trabalho. Isso com certeza será um diferencial na vida profissional deles, eles fazem na prática como são feitas as pesquisas, os relatórios, aprendem a discutir resultados, melhoram o senso crítico. Então a pesquisa científica, além de trazer informações importantes para a nossa sociedade, ela é importante para a formação dos nossos alunos”, destaca. 

AVALIAÇÃO

A equipe de reportagem da Gazeta do Oeste acompanhou, na tarde de ontem, um pouco de como é feito o trabalho dessa análise. Fomos até uma nascente encontrada no bairro Manoel Valinhas. A ação contou com a presença do presidente da Associação Nascentes Bela Vista, Geraldo Oliveira, o professor Alysson e ainda os estudantes do sétimo período do curso de Ciências Biológicas, Filipe Fonseca e Thaisa Lorena.

Para chegar a nascente, é preciso enfrentar um matagal. Enquanto Filipe fotografava o ambiente para a criação de um registro, Thaisa mediu a temperatura da água, a oxigenação e ainda colheu amostras para a análise laboratorial. O trabalho pelas nascentes da cidade ainda não terminou e, no entanto, os primeiros resultados são bastante preocupantes. “Pelos prévios resultados que temos, infelizmente com raríssimas exceções, as nossas nascentes estão muito degradadas, algumas já até desapareceram. Isso é um resultado preocupante e crítico, principalmente nessa situação que nós encontramos de escassez das nossas águas. Percebemos que infelizmente o poder público e a população divinopolitana não cuidam adequadamente das nossas nascentes”, completa Alysson.

CONTRIBUIÇÃO

Geraldo fala sobre sua participação no projeto e como ele irá ajudar a catalogar as nascentes existes em Divinópolis. “Participar de ações assim é muito gratificante, porque agrega e acrescenta no nosso trabalho. Por exemplo, eu não me preocupo somente com a nascente do Bela Vista, temos que nós preocupar com todas as nascentes da cidade. Uma das coisas importantes desse trabalho, além daquilo que o professor Alysson já disse, é que as nascentes estão sendo cadastradas no GPS. Temos mais de cem nascentes, mas é difícil  encontrá-las, inclusive quem souber de locais onde tem nascente pode nos informar, entrando em contato comigo, pelo blog anbv.blogspot.com.br. É importante a participação da população para nos ajudar a identificar as nascentes”, encerra.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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