sexta-feira, 20 de Maio de 2011 11:00h Sarah Rodrigues

Pronto Socorro passa por vistoria do MP

O Ministério Público (MP) visitou na tarde desta quinta-feira (19), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ou Pronto Socorro Regional, como ainda é conhecido. Segundo o diretor de urgência e emergência Maurício Couto Silva, o MP sempre visita o local para ter informações sobre o funcionamento até para poder fiscalizar as ações no futuro.


Segundo o promotor Ubiratan Domingues, da 7ª Promotoria de Justiça, uma das atribuições do Ministério Público é fiscalizar a saúde, por isso em dois procedimentos da UPA o órgão fez uma vistoria. “A fiscalização seria inicialmente ao modo em que as pessoas ficavam na UPA, mas foi constatado que foi solucionado. A outra questão é que precisava que a direção colocasse claramente para os pacientes quando eles podem ou não receber atestados médicos, nesse caso achei por bem orientá-los para ficar mais fácil” destacou.


Além da vistoria o promotor destaca que conversou com a diretoria sobre as instalações, o funcionamento, as demandas, as dificuldades enfrentadas principalmente por Divinópolis fazer parte da macrorregião e atender muitas cidades.


Na visita Domingues destacou que conheceu melhor a realidade da UPA e os problemas com internação, para ter um diagnóstico e trabalhar para que a região se empenhe em resolver os problemas da urgência e emergência, que é o déficit de leitos.

 

 

UPA


De acordo com o diretor da UPA o MP tem uma parceria com o Centro de Saúde a fim de eliminar os problemas existentes. “Essa parceria toda vez que a gente tem uma demanda de internação e que é a nossa realidade, não temos a quantidade de leitos suficientes para tal e quando esta espera tem um tempo maior, a própria família demanda pelo Ministério Público”.


O diretor explica que o Ministério Público precisa ter todo o conhecimento sobre a Unidade de Saúde porque fiscaliza todas as questões ligadas à saúde da população. “Há muitos anos a questão dos quadros que temos aqui é repassada para o Ministério Público, bem como a questão do SUS Fácil, em que o próprio Estado repassa estas informações para o MP”, enfatiza.


Segundo o diretor, pelos hospitais da cidade não atenderem a demanda, a UPA acaba cumprindo este papel causando certa demora no atendimento. “Muitas vezes o MP entra nesta história para tentar dar uma solução para os casos”.


O Ministério Público atua em várias questões principalmente intervindo nas questões em que o paciente corre risco de morte. “Já tivemos fiscalização de todos os promotores que passaram por aqui, que acabam conhecendo a realidade e sendo parceiros na proposição de idéias, especificamente na questão de vagas hospitalares”, avalia Maurício.


A unidade de pronto atendimento é uma atenção pré-hospitalar, por isso o Pronto Socorro se tornou uma UPA. Para Maurício a construção da UPA do Ponte Funda dividirá os atendimentos com o PSR.
 

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