quarta-feira, 20 de Junho de 2012 12:58h Mariana Gonçalves

Pronto Socorro será multado por falta de médicos

Na ultima sexta feira (15), o Judiciário intimou para serem ouvidos os gestores da área de saúde, e o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo. A ação movida pelo Ministério Público quer instituir a penalidade, uma multa no valor de 5 mil reais para estes gestores.

 

O objetivo é que com isso a falta de médicos no Pronto Socorro, não seja mais um problema. No PSR passam em média por dia, 400 pessoas e 20% ficam internadas. No entanto, as vagas são insuficientes para atender a demanda.

 


Uma portaria do Ministério da Saúde determina que para cada 15 leitos de observação haja pelo menos seis médicos de plantão em tempo integral, ou seja, 24h por dia. Em tese seria assim, mas a realidade do Pronto Socorro está bem diferente disso. Além da estrutura física, faltam médicos, principalmente nos plantões de fim de semana.

 

O promotor de Justiça Ubiratan Domingues, é quem esta à frente das ações movidas pelo Ministério Público na cidade, “Na verdade, o Ministério Público acompanha vários aspectos de saúde no município, a região tem passado por sérios problemas de saúde, sendo considerado pelo Estado o pior atendimento da unidade em Minas Gerais” comenta.

 

O promotor de Justiça ainda ressalta que esses mesmos problemas na saúde vêm desde 2009, quando o Ministério Público começou a investigar de onde vinham as falhas. A solução encontrada para que essas falhas sejam corridas o quanto antes, é  a penalização em dinheiro dos gestores. O promotor de Justiça completa dizendo que a multa não será aplicada na condição de pessoa jurídica.  Ele explica que será na condição de pessoa física, caso o contrario a multa seria paga “por nós”  trabalhadores, e isso é injusto, completa.    

 

DEFESA

 

Em defesa às acusações feitas pelo Ministério Público, o Controlador Geral, Kelsen Rios, explicou que os apontamentos levantados pelo promotor de Justiça Ubiratan Domingues, não procedem “Até o mês de maio Divinópolis já empregou R$ 22 milhões na saúde” ressalta Kelsen Rios.

 

O controlador Geral ainda citou que constantemente são abertos procedimentos para convocação de médicos. “ Cirurgiões,  pediatras e profissionais com capacidade para trabalhar no Pronto Socorro” afirma.

 

Outra afirmação levantada por Kelsen foi a de que, na maioria das vezes, não é o município que não quer contratar profissionais para a área de saúde, e sim os próprios profissionais que não querem as vagas.

 

A situação do PSR foi colocada por ele, como uma questão que precisa sim de melhorias, mas que não esta totalmente ruim. Ao ser questionado sobre a falta de profissionais para o atendimento, o Controlador Geral, afirma que não é verídico. “ O pronto Socorro, de maneira nenhuma fica desascistido” declarou.

 

O Município tem ate 72 horas pra recorrer a ação movida pelo Ministério Público, com argumentos que provem sua versão.

 

RECLAMAÇÕES

 

O delegado do Conselho Regional de Medicina, Alberto Quadro Gigantes, coloca que a situação está chegando a níveis intoleráveis. “O risco tanto para quem está trabalhando quanto para quem vai buscar um atendimento, começa a entrar no sinal vermelho” afirma.

 

O atendimento é colocado pelo Dr Alberto, como debilitado. “Não é assistência que nós como médicos gostaríamos de dar, tem horas que estamos tratando de 80 doentes ao mesmo tempo. Infelizmente não tem jeito” completa.

 

POSICIONAMENTO

 

No fechamento desta edição a secretaria Municipal de Saúde Cherrie Mourão, entrou em contato e se colocou disponível para maiores esclarecimentos à partir de amanhã.
 

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