quinta-feira, 21 de Maio de 2015 11:10h Atualizado em 21 de Maio de 2015 às 11:15h. Mariana Gonçalves

Queima do Alho promete conquistar o paladar do público divinopolitano

A Queima do Alho, atração gastronômica que integra o calendário de atividades da Divinaexpô, está agendada para o dia 30 a partir das 11h

Os ingressos serão comercializados a partir da próxima semana, por R$ 40, a venda ocorrerá na loja oficial da Divinaexpô – Rio Grande do Sul, ao lado da Secretaria Municipal de Saúde, e na portaria do Parque de Exposições, no dia do evento.
Os alimentos, preparados pelas comitivas, poderão ser saboreados gratuitamente pelo público presente, apenas as bebidas serão cobradas. O dinheiro arrecado na Queima do Alho será revertido em prol da APAE / Instituto Helena Antipoff e para o Hospital do Câncer.
Durante o evento, é realizada uma competição entre as comitivas, a comida que melhor agradar o paladar do público e dos jurados recebe um troféu. Desde 2012 o título de campeão da Queima do Alho da Divinaexpô é da Comitiva divinopolitana Magoa de Boiadeiro, comandada pelo cozinheiro Antônio Carlos Guimarães.
“A Queima do Alho é uma festa de família, e que requer uma responsabilidade muito grande das comitivas, porque cozinhamos para diversas pessoas, então temos que dar o nosso melhor. O cardápio (igual para todas as comitivas) será: Arroz carreteiro, feijão gordo ou tropeiro, carne na chapa, torresmo, paçoca de carne, e tem também, a cachaça, para aqueles que gostam. Convido o povo de Divinópolis para que possam nos presentear com sua presença no dia do evento”, diz Antônio.
Esse ano, 23 comitivas de várias as regiões do país participarão do evento gastronômico beneficente em Divinópolis. A cozinha em que serão preparados os alimentos deve ser bem simples, e seguir todos os critérios exigidos no regulamento do evento. Conforme explica o cozinheiro da Comitiva Magoa de Boiadeiro, a intenção é reavivar o máximo possível a tradição do homem do campo. “A cozinha é composta de duas “bruacas”, que são as caixas onde carregamos os alimentos e os utensílios (canecos, talheres e panelas), não pode ter vasilhas de plástico, panela de pressão e nem a presença da mulher durante o preparo das refeições. O que pode vir a acontecer são as mulheres enfeitar a barraca de suas respectivas comitivas, mas a comida é feita somente pelos homens”, conta.

CARIDADE

A Queima do Alho, além de incentivar a continuidade da cultura rural, promove importantes atos de caridade e solidariedade ao próximo. Por meio da renda, que é revertida a entidades locais de grande importância social, é possível ajudar um número grande de cidadãos. Para Antônio, participar do evento é algo gratificante, e que faz, inclusive, com que as pessoas reflitam sobre sentimentos importantes como amor ao próximo. “Você sai de casa com o coração aberto, sabendo que aquilo que irá fazer é para ajudar alguém, para colaborar com alguém. Procuramos servir sempre tendo conosco a presença de Deus, e nos doando de coração. Tudo aquilo que você faz com o coração aberto, Deus te retribui lá na frente”, destaca o cozinheiro.
A Comitiva de Antônio também realiza ações beneficentes, inclusive no dia 7 de junho irá ocorrer em Nova Serrana, a Queima do Alho em prol da Vila Vicentina de São Vicente de Paula.

 

COMITIVA FAMILIAR

A Comitiva Mágoa de Boiadeiro iniciou-se em 2012, com o nome Levanta Poeira, porém um ano depois, houve a troca para o atual nome. Desde a sua criação, pai e filho são os únicos integrantes da comitiva, Antônio se diz satisfeito se no futuro o filho continuar mantendo essa tradição. “Meu neto, filho do André, que é quem toca a comitiva comigo, tem uma tendência grande a seguir esse gosto. Torço para que eles continuem isso no futuro, é uma tradição que não deveria morrer. O rodeio não é só a apresentação de shows e das montarias, é a história do homem do campo”, pontua o cozinheiro.
A comitiva já passou pelas cidades de Piumhi, Arcos, Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte, Cajuru, São Sebastião do Oeste, Cavalgada da Sucesso, Martinho Campos, Pará de Minas, Itaúna, Sete Lagoas, Patrocínio e Barretos.
Apaixonado pela história do homem do campo, o cozinheiro nos conta com detalhes como surgiu a tradição do rodeio e como a culinária está ligada a esse meio. “A Queima do Alho é uma tradição que vem do passado, quando não existiam estradas asfaltadas, e tínhamos poucos caminhões, os gados, para serem vendidos para os frigoríficos, eram transportados andando pela estrada sob o comando dos cavaleiros. Na frente, seguiam três pessoas, que na época eles chamavam de 'ponteios', ao longo da estrada, esses cavaleiros tinham alguns pontos de parada, onde aquelas três pessoas preparavam o alimento para os viajantes que vinham tocando a boiada. Quando os viajantes se aproximavam da comida, sentiam o cheiro da comida e gritavam, 'estão queimando alho', por isso o nome ‘Queima do Alho’. Então eles paravam para se alimentar e descansar, era comum na hora de descanso tocar viola e algumas pessoas montavam nos cavalos bravos, daí nasceu o rodeio”, completa Antônio.


Crédito: Mariana Gonçalves

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