quinta-feira, 28 de Maio de 2015 11:54h Atualizado em 28 de Maio de 2015 às 11:56h. Mariana Gonçalves

Região Sudeste concentra maior número de postes com lâmpadas queimadas

A ordem de serviço para iniciar a tão esperada manutenção da iluminação pública em Divinópolis foi assinada ontem na sede da KPL, empresa vencedora da licitação

Participaram desse momento os funcionários da empresa, o prefeito, Vladimir Azevedo, o secretário de Operações Urbanas, Dreyfus Rabello, e os vereadores Rodyson Kristnamurti, Adilson Quadros, Marquinho Clementino, Edimilson Andrade, Raimundo Nonato, entre outros parlamentares.

O município tem hoje aproximadamente 5.726 postes com lâmpadas estragadas. Segundo estudos realizados pelo vereador Rodyson, atualmente a região Sudeste da cidade concentra o maior número de lâmpadas queimadas, com 1.248 pontos apagados. Na região Nordeste são 1.088 luminárias a serem consertadas, Noroeste 1.028, região Oeste 528, Sudoeste 634, região Central 479, Nordeste 384, Sudoeste distante 192 e, com um número menor de lâmpadas a serem trocadas, está a região Noroeste distante, com 127.

De acordo com Vladimir, a troca das lâmpadas já começou. “Começamos pela região do Bom Pastor, Catalão e do Alto São José, na Avenida Paraná. A intenção é trabalharmos com o reparo de 80 pontos de luz por dia. Serão duas equipes, cada uma produzindo cerca de 40 pontos por dia”, diz o prefeito.

O reparo de cada ponto apagado irá custar ao município R$ 3,98. O prefeito afirma que esse é um dos melhores preços fechados até hoje no Estado para esse tipo de serviço. “Depois de uma burocracia sufocante, conseguimos gerar o contrato com uma empresa divinopolitana, que irá gerar mais empregos, e ainda mais riquezas para o município”, acrescenta.

O supervisor da área elétrica da KPL, Diego Alexandre Silva, fala sobre o empenho e capacitação da empresa para realizar com rapidez a manutenção das lâmpadas. “Nossa equipe está muito bem qualificada e a mesma qualidade que usávamos para atender quando éramos contratados da Cemig vamos usar para a prestação de serviços para a Prefeitura. Queremos melhorar a condição do morador, porque sabemos que a iluminação pública é um ponto principal e fundamental em determinados locais. Estimamos um prazo de até três meses para a troca de todos os pontos que já foram identificados com problema. Depois que fizermos isso, teremos a manutenção preventiva para que esse problema não se torne grande como está no momento”, destaca.

 

LÂMPADAS DE LED

Há tempos, o vereador Rodyson promove na Casa Legislativa discussões para melhoria do sistema público de iluminação em Divinópolis. Inclusive, quando o prefeito Vladimir direcionou para a Câmara o projeto para que fosse realizado o Consórcio Intermunicipal, na intenção de ter a empresa para execução da manutenção das lâmpadas na cidade, o vereador se posicionou contrário e mostrou que a forma mais benéfica para o município nesse momento seria o processo de licitação.

“A minha luta desde o início não foi para defender empresário, pelo contrário. Defendi uma concorrência pública, que inclusive participaram 14 empresas. Daí elas foram sendo filtradas pelas qualificações e exigências do edital e ganhou a KPL. Eu vibrei porque é uma empresa genuína divinopolitana, que vai gerar mais de 120 empregos diretos”, destaca o vereador.

Rodyson defende agora o conceito da troca das lâmpadas convencionais pelas de LED, por ser uma energia limpa e financeiramente mais econômica.  “A lâmpada de LED é uma energia fria, ela não emite gás CO2, nem metais pesados. A lâmpada de sódio gasta R$ 30,84 e a lâmpada de LED R$ 5,22 por energia que consome de cada poste. Ou seja, com ela teremos uma economia de R$ 25,50. A diferença é muito grande quando você soma isso a 30 mil postes que temos em Divinópolis. Pagamos em torno de R$ 1 milhão para a Cemig referente à taxa de iluminação pública e passando para lâmpadas de LED vamos economizar em torno de R$ 750 a R$ 770 mil por mês. Com esse dinheiro multiplicado pelos 12 meses do ano, é possível melhorar diversos setores, como saúde, educação, entre outros”, pontua o parlamentar.

Ainda sobre os benefícios das lâmpadas de LED, o vereador destaca a praticidade do equipamento em relação às lâmpadas convencionais. “Uma lâmpada de sódio precisa de alguns equipamentos como ignitor, foto célula (reator), soquete, blindagem, porque a lâmpada de sódio é comprida e esquenta muito. Se cair uma gota de água ela queima, não aguenta o choque térmico, até mesmo um vento gelado dependendo de sua posição consegue fazer essa lâmpada queimar. A lâmpada de LED dura 14 anos, enquanto a convencional em torno de quase dois anos e, se ela está acesa depois desse prazo, com certeza ela perdeu 72% de sua capacidade de trabalho”, completa.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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