sexta-feira, 13 de Março de 2015 09:52h Atualizado em 13 de Março de 2015 às 09:59h. Mariana Gonçalves

Representante do movimento gay de Divinópolis se torna membro do Conselho Municipal de Saúde

Essa semana, os novos membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) foram escolhidos, e dentre eles, está o presidente do Movimento Gay de Divinópolis (MGD)

Essa semana, os novos membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) foram escolhidos, e dentre eles, está o presidente do Movimento Gay de Divinópolis (MGD), José Marcelo David, o qual nos relatou a satisfação em participar desse trabalho principalmente porque há tempos ele era almejado. “Há 13 anos que esperamos por esse chamado, entrar para o Conselho Municipal de Saúde é de uma importância enorme. O Adan Pitter é o conselheiro e eu sou o suplente. Esperamos conseguir administrar de uma forma eficaz essa verba que vem para o DTS AIDS, juntamente com a Francisca Vanizia”, destaca.
O CMS, entre outras atribuições, tem o objetivo de atuar na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução da política municipal de saúde. A entidade é uma importante parceira do Governo Municipal. O Conselho é composto por 24 integrantes, sendo 12 vagas (50%) para entidades e movimentos representativos de usuários; 6 vagas (25%) de entidades representativas dos trabalhadores da área de saúde; 6 vagas (25%) de representação de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem fins lucrativos. Para cada membro há um suplente.
“Claro que faremos ações para a comunidade em geral, mas falamos em específico dos homossexuais, porque o MGD é a ponte que os liga aos profissionais da saúde, quando o assunto são os serviços de prevenção”, pontua José Marcelo.

AJUDA

Por falar em saúde, o presidente do MGD disse à reportagem que a tradicional parada LGBT ou parada Gay, movimento onde o maior objetivo é trabalhar a prevenção de doenças, principalmente as sexualmente transmissíveis, pode não ocorrer esse ano. “Esse evento é do Ministério da Saúde e vem para direcionar uma prevenção maior, porque atingimos um número grande de pessoas, no entanto, ela tem custos, e que não são nada baratos. Contamos com a parceria do município, porém não é suficiente, não queremos vincular o movimento a nenhum partido político. Precisamos de apoio, porque caso contrário, não teremos mais condições de realizar o evento”, afirma.
Ainda segundo José Marcelo, a parada gay movimenta a cidade toda, economicamente falando. Traz para Divinópolis, turistas que lotam os hotéis, e, devido a sua estádia consomem em nossos restaurantes e bares, além de fazerem suas compras em nosso comércio. “Queremos que as pessoas comecem a ver a parada LGBT com outros olhos”, encerra o presidente do MGD.

 

Crédito: Divulgação PMD

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