terça-feira, 10 de Dezembro de 2019 19:03h Atualizado em 11 de Dezembro de 2019 às 09:04h. Ilidio Luciano

Representante Legal dos ambulantes pede prazo maior para desocupação, a fim de que obra do novo local fique pronta.

Voluntário disse que chuvas estão atrapalhando conclusão do novo local para os camelôs.

ILÍDIO LUCIANO

De forma voluntária, Guilherme Lacerda tem sido o representante dos vendedores ambulantes, instalados na Rua São Paulo; ele afirma que o prazo para a retirada dos camelôs do local está mantido para o dia 12 de janeiro, e que a prorrogação se faz necessária, apenas por conta das obras do novo local, que está sofrendo interferência das chuvas na cidade.

“Esse prazo do dia 12 de janeiro está mantido, esse prazo foi homologado na Justiça, assinado inclusive pelas forças de segurança do município e a princípio não há nada que mude esse prazo não. Nós estamos tentando junto ao prefeito, para que ele prorrogue um pouco mais esse prazo, mas porque o local onde foi oferecido para o alojamento dos ambulantes está em obras e com o período chuvoso fica praticamente impossível tocar obra, então estamos pedindo a prorrogação do prazo por conta disso”, explica.

Guilherme tem feito orientação quase diária aos ambulantes, para que apenas continuem os trabalhos e que deixem os trabalhos de negociação para os profissionais que podem agir junto aos responsáveis pela Decisão Judicial.

“Eu tenho orientado a todos eles, para que continuem trabalhando, eles já são pessoas vulneráveis, perante a sociedade, a CDL agindo também contra os ambulantes, então eu tenho orientado para que eles deixem apenas quem pode fazer algo por eles que façam, que eles apenas façam o trabalho deles”, norteia.

o representanta dos camelôs faz questão de aconselhar os ambulantes que, não adianta pressionar os vereadores para que mudem a decisão do Executivo, que é quem tem o poder para agir nesta questão.

“A palavra inicial e final sempre foi do Executivo, é o prefeito quem detém a caneta; não há mais ninguém na cidade com esse poder”, sentencia.

o articulista disse também que o mais importante é evitar qualquer tipo de conflito no dia 13 de janeiro, quando os ambulantes têm que ter esvaziado o local um dia antes, para o cumprimento da Lei.

“Na verdade não existe unanimidade com relação a essa saída pacífica no dia 12 de janeiro; esperamos que as pessoas tenham muita calma neste dia da retirada, o dia 12 é um domingo, a prefeitura irá atuar a partir do dia 13, uma segunda-feira. O que todos nós não queremos é que vire um campo de guerra no centro da cidade. Estamos mostrando para eles que com resistência não será conseguido nada, nem mesmo o respeito da população”, finaliza.

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