quarta-feira, 4 de Novembro de 2015 08:55h Atualizado em 4 de Novembro de 2015 às 08:57h. Pollyanna Martins

Retirada de aguapés do Rio Pará depende de chuvas e laudo técnico da Cemig

O processo de retirada da planta será coordenado pelo Ministério Público

O Rio Pará está tomado pelo ‘efeito tapete verde’. O problema se arrasta desde o ano passado, e para ser solucionado, depende das chuvas e de um laudo técnico da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Uma força tarefa será feita entre a Cemig, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), e as Prefeituras de Carmo do Cajuru e Divinópolis, pois o rio faz divisa com as duas cidades. Apesar de, no ano passado, a Prefeitura de Divinópolis ter feito uma mega operação para retirar os aguapés do Rio Itapecerica, nada foi feito na parte do Rio Pará, que faz parte da cidade.
O Gazeta do Oeste já havia mostrado a situação em que o rio se encontrava. A nossa reportagem esteve às margens da MG-050 e comprovou que o rio agonizava em meio aos aguapés. Em julho deste ano, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Carmo do Cajuru disse que aguardava uma reunião entre as Prefeituras, a Copasa e a Cemig. Nessa terça-feira (3), a Secretária de Meio Ambiente de Carmo do Cajuru, Erilda Mano, informou que toda a ação de retirada da vegetação será comandada pelo Ministério Público. Ainda de acordo com Erilda, o processo de limpeza do rio começará no período de chuva, e após a emissão de um laudo técnico da Cemig. “Nós estamos esperando as chuvas para depois fazer a retirada [dos aguapés]. Agora nós não podemos retirar, porque pode causar a mortandade de peixes, pois os rios estão vazios”, explica.
Tanto quem entra em Carmo do Cajuru, quanto em Divinópolis, se espanta logo na entrada das cidades com a situação em que o rio se encontra. Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente informou também que “a Prefeitura Municipal de Carmo do Cajuru providenciou as licenças ambientais e iniciou a retirada dos aguapés, mas interrompeu os serviços, acatando uma orientação do Ministério Público de Minas Gerais, e de um grupo técnico da Cemig, pois a retirada dos aguapés poderia resultar em um impacto de maior grau com a remoção de sedimentos e retiradas do mesmo, caso os sedimentos e plantas estejam com metais pesados presentes”, detalha.
Conforme Erilda, o próximo passo para a elaboração do plano é definir qual o método será utilizado para a retirada da vegetação. Se com o papa-aguapé, ou manualmente. “Ainda não está nada decidido. Nós precisamos primeiro das chuvas, e do laudo técnico para dividir as tarefas de casa órgão. Nem o orçamento do que será gasto ainda não está feito”. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, os trabalhos de limpeza começarão na Usina do Gafanhoto, em Divinópolis, e irá até a conhecida “Prainha”, em Carmo do Cajuru, totalizando 20,2 km de retirada. É estimada uma retirada de mais de 100 mil toneladas de material. “Estão sendo adequados os estudos ambientais para a concessão das licenças ambientais para todos os 20,2 km de rio”, afirma a nota.

 

 

PREFEITURA
A Prefeitura de Divinópolis se limitou a dizer, através de sua assessoria de imprensa, que a limpeza do Rio Pará em Divinópolis é de responsabilidade da Cemig.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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