quinta-feira, 10 de Setembro de 2015 10:43h Atualizado em 10 de Setembro de 2015 às 10:48h. Pollyanna Martins

Rio Itapecerica continua com aguapés na região da “Cachoeira do Caixão”

Rio Itapecerica continua com aguapés na região da “Cachoeira do Caixão”Após intensos apelos da população e várias manifestações em 2014 acerca da situação degradante em que se encontrava o Rio Itapecerica, a Prefeitura de Divinópolis elaborou vários planos de ação e retirou os aguapés que tomavam conta do rio, na região central da cidade e em alguns bairros. Mas, já diria aquele velho ditado “o que olhos não veem o coração não sente”. É essa a situação do rio Itapecerica na região conhecida como “Cachoeira do Caixão”.

O rio naquele local está tomado por aguapés. A entrada para a cachoeira é feita pelo bairro Candelária. Logo na entrada do bairro é possível sentir o mau cheiro. As margens do rio estão tomadas por muito lixo e material de construção que é jogado por caminhões e carroças. Mesmo com o mato alto e todo o lixo acumulado, é possível ver o tapete verde que se forma no rio, que se encontra com o Rio Pará naquela região.
A finalização da limpeza do rio ocorreu em dezembro de 2014, e foi necessário um plano B para executar a limpeza. No início do processo, a máquina papa-aguapé apresentou problemas e demorou a ser colocada em ação. O prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, anunciou então o Plano B, chamado também de Plano Complementar. O projeto buscou alternativas para que as plantas pudessem ser retiradas do rio em caráter de emergência.
O mau cheiro do rio no centro da cidade e nos bairros Esplanada, Porto Velho, Niteroi e Danilo Passos fez com que moradores realizassem várias manifestações. Em fevereiro deste ano, a Prefeitura anunciou que mantinha o trabalho de limpeza no rio, para evitar mais uma vez a proliferação de aguapés. O secretário municipal de Operações Urbanas, Dreyfus Rabelo, disse na época que um dos maiores desafios da limpeza era a quantidade de lixo encontrada às margens e dentro do rio.

 

LIXO
Em maio do ano passado, o Gazeta do Oeste relatou o problema com o lixo na região da “Cachoeira do Caixão”. Logo na entrada da estrada de chão, que dá acesso à cachoeira, é possível encontrar entulho. Na época, vários ciclistas que fazem trilha no local reclamaram da situação. A moradora, Maria das Graças, explicou no ano passado que o lixo é levado de outras regiões por caminhões, uma vez que os moradores do bairro não têm o costume de depositar entulho no local. “Há uns dois meses, a Prefeitura até limpou o local, mas não adianta. Constantemente, ali fica cheio de lixo assim.”

 

LIMPEZA DO RIO
Em maio de 2012, a Prefeitura de Divinópolis anunciou uma parceria com a Companhia de Saneamento de Minas gerais (Copasa) para realizar a despoluição dos rios Pará e Itapecerica. Na época, o documento foi assinado na Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Itapecerica (AMVI), e a Prefeitura afirmou que as obras de despoluição começariam em 2013. O então presidente da Copasa, Ricardo Simões, afirmou que o prazo para a total revitalização dos rios seria demorado, variando de um a dois anos: “O do Rio Pará tem uma previsão de término em 15 meses. As obras começarão no início de 2013. Já o Itapecerica, será mais demorado. Esperamos que seja concluída em torno de 24 meses”, disse.
Durante a cerimônia, Vladimir também fez questão de ressaltar a seriedade com que estava sendo tratada essa revitalização: “Há um ano, muita gente duvidava disso. Hoje, mostramos para a sociedade a seriedade do trabalho, mostrando não ser ‘conversa de político’. É um cronograma que tem previsão de término em 2016”, garantiu. Três anos após a assinatura do documento, o rio Pará agoniza em meio aos aguapés, aguardando uma decisão das prefeituras de Divinópolis e de Carmo do Cajuru, e parte do rio Itapecerica também está tomada pela planta.

 

PREFEITURA
A Prefeitura de Divinópolis informou através de sua assessoria de imprensa que técnico da Secretaria Municipal de Operações Urbanas irão até o local fiscalizar a situação.
Nossa reportagem entrou em contato com a Copasa, mas até o fechamento desta edição não tivemos resposta.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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