quinta-feira, 12 de Março de 2015 10:06h Atualizado em 12 de Março de 2015 às 11:58h. Mariana Gonçalves

Risco de deslizamento de terra obriga famílias a deixarem residências

Duas residências localizadas no final da Rua Monte Líbano, no bairro Niterói, receberam essa semana a vistoria da Defesa Civil

Duas residências localizadas no final da Rua Monte Líbano, no bairro Niterói, receberam essa semana a vistoria da Defesa Civil, onde se constatou a necessidade de interdição temporária dos imóveis. Embora o período chuvoso não esteja sendo constante, o volume de água das últimas chuvas que caiu em Divinópolis foi suficiente para que houvesse um deslizamento de terra nas proximidades dessas duas casas. De acordo com o secretário de Serviços e Operações Urbanos, Dreyfus Rabelo, deixaram as suas moradias o total de sete pessoas. A ação se fez necessária, pensando primeiramente na segurança daqueles que ali residem. “As famílias foram orientadas a retirar-se até que o tempo firme para que então possam voltar. O local está encharcado e temos o receio da terra descer cada vez mais”, explicou Dreyfus.
O secretário disse ainda, que nada pode ser feito no momento, enquanto a chuva não cessar não é possível colocar maquinas trabalhando no local. Portanto, visando às questões de segurança, foi proposto às famílias que procurassem por abrigo na casa de parentes. A Secretaria de Desenvolvimento Social já foi comunicada sobre a situação, para que tente ajudar essas pessoas que por ventura não tenham para onde ir.

 


PREVENÇÃO

Conforme o secretário, existem alguns pontos da cidade que sempre estão sendo vistoriados pela equipe da Defesa Civil, são regiões onde já foram registrados problemas e até mesmo por isso, a secretaria atua em prevenção nesses locais. “Temos o Alto São João de Deus, parte do Niterói, perto do campo do Guarani, Vila João Cota, bairro Esplanada, e alguns trechos do bairro Candelária, onde há possíveis transbordamentos do rio”, acrescenta.
Dreyfus ressalta a importância de ligar no Corpo de Bombeiro e também na Defesa Civil. “Primeiro, o cidadão deve manter a calma, mas logo que notar alguma local de risco, seja ele dentro da própria casa, ou não, é necessário, e muito importante, acionar o 193 e também o 199 - Defesa Civil, que iremos fazer a vistoria e tomar as providências”, encerra o secretário.
Embora seja considerado como fenômeno da natureza, a população pode evitar que desabamentos aconteçam, para isso, é importante não destruir a vegetação das encostas. Consertar vazamentos o mais rápido possível e não deixar a água escorrendo pelo chão. Recomenda-se a construção de canaletas para o escoamento da água em sua comunidade. Juntar o lixo em depósitos para o dia da coleta e não o deixe entulhado no morro. Além disso, não acumule sujeira ou lixo em lugares inclinados, porque eles entopem a saída de água e desestabilizam os terrenos, provocando deslizamentos. Não jogue lixo em vias públicas ou barreiras, pois o peso aumenta o perigo de deslizamento. Mantenha o caminho das águas de chuva sempre livre; Procure junto à Defesa Civil de sua cidade proteger as encostas dos morros para ajudar na drenagem da água e na proteção contra deslizamentos; Não faça cortes nos terrenos de encostas sem licença da Prefeitura, para evitar o agravamento da declividade. Solicite a Defesa Civil de sua cidade, em caso de morros e encostas, a colocação de lonas plásticas nas barreiras. As barreiras devem ser protegidas com vegetação que tenham raízes compridas, gramas e capins que sustentam mais a terra.
Em morros e encostas, não plante bananeiras e outras plantas de raízes curtas, porque as raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos; Pode-se plantar para que a terra não seja carregada pela água da chuva. Perto das casas: pequenas fruteiras, plantas medicinais e de jardim, tais como: goiaba, pitanga, carambola, laranja, limão, pinha, acerola, urucum, jasmim, rosa, pata-de-vaca, hortelã, cidreira, boldo e capim santo;

 

 

Crédito: Comunicação PMD

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