sexta-feira, 10 de Maio de 2013 07:02h Mariana Gonçalves

Secretaria de Saúde divulga situação da dengue no município

A expectativa é que com a chegada do inverno as notificações de dengue sejam reduzidas.

A secretaria municipal de Saúde, Semusa, por meio da vigilância em saúde divulgou na última quarta-feira (08) um balanço da situação da dengue em Divinópolis. Conforme mostram os dados
até o dia 07 desse mês foram notificados 4.694 casos de suspeita de dengue no município, sendo  505 casos confirmados e 121 descartados, a pesquisa revela ainda que  4.068 casos esperam por   resultado de análise laboratorial.

O responsável pela vigilância em saúde Gilmar Santos destaca que agora a tendência é que haja uma diminuição dos registros da dengue na cidade em virtude da mudança de estação, mas, ainda sim a população não deve descuidar das ações preventivas. Conforme afirma

Santos a Semusa irá continuar trabalhando com os agentes de saúde vistoriando e orientando os moradores sobre os criadouros dentro de casa. Nos últimos dois meses a secretaria de Saúde teve que dobrar a equipe para que Divinópolis não entrasse na lista das cidades em situação de risco com a doença, Gilmar conta que os trabalhos foram realizados com sucesso e agora por causa da demanda a equipe voltará a contar com os 112 agentes de antes porém sem diminuir as ações “agora vamos dar início a setorização dos agentes, ou seja, cada agente vai ficar responsável por no máximo mil imóveis  para poder acompanhar e monitorar os criadouros da dengue, queremos que as visitas aconteçam no máximo de dois em dois meses”afirma.

O diretor da Vigilância em Saúde diz ainda que é importante a população se manter consciente dos riscos do aedys aegypti e tirar do pensamento a idéia de que somente o poder público é quem deve fazer esse combate a dengue, “o poder público está fazendo sua parte mas a população em contrapartida tem contribuído pouco, não estou dizendo que esta não faz nada, mas tem condições de ser melhor, porque infelizmente para a população o mosquito só nasce na casa do vizinho, as pessoas acham que o município só tem vizinhos e não moradores. Eu até costumo brincar dizendo que a população quando não coloca a culpa no vizinho coloca em locais como lotes vagos e estabelecimentos abandonados, mas já é comprovado que 90% dos focos estão nas residências, então pedimos e orientamos a população que fiquem atenta ao seu espaço e quando o agente de saúde for ate a residência que o morador não dificulte seu acesso como as vezes acontece”conclui Gilmar Santos.

A Vigilância informou que houve uma inversão dos locais notificados pois no início das campanhas contra a dengue, isso há algum tempo já, os pontos que apresentavam uma quantidade maior de focos e criadouros eram lotes vagos, ferros velho, cemitérios e estabelecimentos abandonados, mas  hoje os locais que menos apresentam notificações são esses anteriormente citados.
O carro “fumacê” utilizado para distribuir uma espécie de veneno para o aedys aegypti percorrerá os bairros da cidades somente mais essa semana de acordo com a semusa. 

CADA UM FAZENDO A SUA PARTE

Em entrevista anterior a Gazeta o agente de saúde Frederico de Assis disse que  a secretaria de Saúde elaborou o projeto intitulado “10 minutos contra a Dengue” que consiste em fazer com que a população retire pelo menos 10 minutos do seu dia para vistoriar seu imóvel.

Assis, explica que com essa atitude cada morador tem condição de fazer a eliminação de todo e qualquer reservatório que possa acumular água e vir a ser um criadouro do mosquito da dengue, e ainda chama a atenção para os seguintes ítens a serem fiscalizados “é importante observar sanitários desativados dentro do imóvel, vasos de plantas que tenham pratinhos (estes devem ser extremante evitados, mas se não for possível então que ele seja coberto por areia). Essas verificações devem ser semanais, e sempre lembrando dos locais que acumulam água como ralo e  calha de chuva. Com atitudes assim a população irá obter uma cidade mais tranqüila, sem dengue.

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.